09 de agosto de 2026 · Por Jean Hebert
Capacidade de vedação (mm) do selante no segmento Energia renovavel
Em resumo · TEX OFF ROAD veda até 10 mm; TEX PRO PLUS até 12 mm ou mais na banda de rodagem, em operações de energia renovável.
Capacidade de vedação no setor de energia renovável
Em operações de energia renovável — comissionamento de parque eólico, logística de implantação solar, inspeção de linhas de transmissão — o pneu é um item crítico de rota. O selante TEX OFF ROAD veda furos de até 10 mm na banda de rodagem; o TEX PRO PLUS veda furos de até 12 mm ou mais. Esses números são tetos: o alcance real depende da estrutura e da qualidade da carcaça, que varia entre pneus de uma mesma medida comercial. Mais de 90% dos furos ocorrem na banda de rodagem e ficam dentro desse limite — prego, parafuso, vergalhão, fragmento de alumínio de estrutura de módulo. É por isso que o produto é usado em máquinas de movimentação e veículos de campo e em frotas de comissionamento: a proteção acontece por dentro, com gel de alta viscosidade e fibras de aramida/Kevlar que formam um tampão flexível e permanente.
Para o panorama completo do segmento, veja o guia completo de blindagem de pneu para energia renovavel.
Estrutura da carcaça: o limite real dos milímetros
O número de milímetros não é uma promessa fechada. O alcance da vedação é limitado pelo estado da carcaça: pneu com sulco abaixo de 5 mm não deve receber o produto; no TWI (barras de 1,6 mm) o pneu deve ser trocado. Rasgos laterais, cortes no ombro, arrombamento por impacto e pneu careca não são caso de selante. Em uma frota de usina de biomassa, por exemplo, o stress do pneu é contínuo e a calibragem precisa estar correta — carcaça calibrada por longos períodos aquece menos, chegando a rodar até 30 °C mais fria. É isso que sustenta a capacidade de vedação declarada no manual técnico: o tampão ancorado só funciona se a estrutura ao redor dele estiver sadia. Por isso, o procedimento começa com inspeção de sulco e lateral, antes da blindagem. Nenhum selante substitui pneu em fim de vida; o limite de 5 mm de sulco é o ponto de partida de qualquer análise de frota. Em usina de biomassa, o peso do resíduo eleva a pressão interna, e a carcaça precisa estar íntegra para o tampão ancorar.
Comissionamento de parque eólico: parada é multa contratual
No comissionamento de parque eólico, o cenário típico é a pickup que percorre dezenas de quilômetros de estrada interna recém-aberta, com vergalhão de fundação espalhado e equipamento de teste a bordo. Uma parada emergencial nessa fase significa atraso de cronograma e multa contratual — um único dia de atraso pode custar mais do que o tratamento da frota inteira. O TEX OFF ROAD é o produto indicado para esses veículos: vedação de até 10 mm na banda, aplicação única e sem reaplicação, com vida útil indefinida dentro do pneu. O gel é neutro (pH 7–8), não corrói o aro, é compatível com recapagem e com TPMS, e não usa cola ou adesivo. A proteção é física: as fibras de aramida entrelaçam e o gel age como ligante no ponto de fuga de ar. Como a rota de O&M também enfrenta estrada de terra e sazonalidade, a redução de paradas não programadas protege o SLA de geração. A dose é única e não exige reposição, o que simplifica o controle de frota terceirizada.
Implantação de parque solar e usina de biogás: carga pesada e cronograma curto
Na implantação de parque solar — 500 hectares, frota de cerca de 30 veículos, cronograma de 8 meses — o canteiro tem parafuso de montagem, vergalhão e fragmento de alumínio em cada metro quadrado. Sem proteção, uma pickup para por turno; ao longo de meses, os atrasos empurram o cronograma e o custo cresce de forma exponencial. Para essa operação, o TEX PRO PLUS é a versão de maior capacidade da linha: veda furos de até 12 mm ou mais na banda de rodagem, e lida com pneus sob pressão alta de carga pesada. Em usina de biogás, o resíduo é pesado e sujo, mas o selante fica 100% interno ao pneu, separado da carga. Atóxico e biodegradável, o TEX PRO PLUS ancora o plug na carcaça mesmo com o pneu carregado, vedando o furo em milissegundos. A aplicação única reduz a necessidade de parar a frota em fase crítica: um lote tratado no início do canteiro protege a operação por toda a obra. Com mais de 90% dos furos dentro desse teto, a dependência de socorro externo cai junto com o custo de projeto.
Procedimento de campo: dose, nivelamento e calibragem
A aplicação em campo exige método, não só produto. Após inserir o gel, o procedimento recomenda calibrar o pneu com 15 PSI acima da pressão ideal, rodar para uniformizar e então ajustar para a pressão de trabalho. Use saca-válvula, bomba ou seringa, bag de auto aplicação, jarro graduado e manômetro; meça o nível com trena quando houver ajuste de dose. Menor movimentação pede maior dose — trator é o exemplo clássico — e furos repetidos ou acima do ombro pedem dose acima da tabela. Há um caso de campo documentado em que o espinho perfurava acima do nivelamento padrão do selante; a correção foi ajustar o nivelamento da dose, não trocar de produto. O composto trabalha de −30 °C a +140 °C e sua gravidade específica de 1,08 mantém o equilíbrio hidrodinâmico durante a rolagem. Essa calibragem com sobrepressão é o que distribui o selante em toda a parede interna antes de a frota voltar ao regime normal. Se o dano fugir da banda, suspenda a operação e avalie a carcaça: dose excedente não corrige rasgo estrutural.
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