Glossário técnico · Por Jean Hebert

Aditivo para borracha

Em resumo · Produto de manutenção aplicado no interior do pneu que veda furos por ação física, sem alterar a composição da borracha - ao contrário dos aditivos usados na.

Também chamado de: aditivo para pneu, aditivo de pneu, fluido intraluminal, selante preventivo para pneus, tratamento interno de pneu.

O que é e o que não é um aditivo para borracha

“Aditivo para borracha” é como o mercado costuma chamar o selante TEX, mas a expressão gera uma confusão técnica relevante. Na fabricação de pneus, aditivos de borracha são substâncias incorporadas à fórmula — vulcanizantes, plastificantes, antioxidantes — para alterar propriedades físicas e químicas do composto. O selante TEX não é nenhum deles: trata-se de um fluido preventivo intraluminal, aplicado por dentro do pneu já montado e calibrado, que age por mecanismo físico, nunca químico. Ele não reage com a borracha, não muda a composição da carcaça, não altera a dureza Shore nem as lonas. Tem pH 7,0 a 8,0 (neutro), não contém colas, adesivos, solventes ou vulcanizantes e não corrói aro de aço ou de liga leve.

A comparação correta é com aditivo de arrefecimento ou lubrificante: produto de manutenção consumível, não modificação estrutural. Por isso, como aparece nos casos de garantia reunidos no QA de mercado, o uso não anula a garantia do fabricante — a garantia cobre defeito de fabricação, e o prego que fura o pneu não é defeito de fabricação. Quem quiser formalizar, a TEX disponibiliza ficha técnica, FISPQ, laudo e dossiê técnico ante órgãos reguladores. Mais detalhes no manual técnico e no catálogo de linhas.

Como o fluido age na carcaça e no furo

O gel de alta viscosidade carrega partículas sólidas e fibras de aramida (Kevlar) para dentro do ponto de fuga de ar; o gel atua como ligante e as fibras ancoram o conjunto na estrutura interna do pneu, formando um tampão flexível de dentro para fora. A vedação é imediata. Essa é a razão técnica da lei do “até”: a capacidade máxima de vedação depende da qualidade e integridade da carcaça — sem estrutura, não há vedação. Pneu rasgado, cortado ou arrombado não é caso de selante. A dose padrão cobre furos na banda de rodagem, onde ocorrem mais de 90% dos furos; ombro e flanco ficam fora da cobertura.

Antes de aplicar, confira o sulco: mínimo de 5 mm, e nunca aplicar no TWI (1,6 mm) ou em pneu careca. A dosagem é calculada pela medida: em automóvel, (largura × perfil × aro) × 3,6 para perfil ≤ 40 e × 3 para perfil > 40; em moto, (altura″ × largura″) × 0,066, com mínimo de 240 ml. Após a aplicação, calibre com 15 PSI acima da pressão ideal, rode para uniformizar e ajuste para a pressão de trabalho; evite quicar o conjunto, para o gel não se acumular.

O mesmo fluido ajuda a manter a calibragem por semanas e dissipa calor: uma carcaça calibrada chega a rodar até 30 °C mais fria. Segundo a literatura dos fabricantes de pneus, pneu corretamente calibrado poupa 8% de diesel e cerca de 6% de gasolina e aumenta a vida útil da carcaça entre 25% e 35%. O balanceamento hidrodinâmico ainda compensa microdeformações na rolagem, sem desbalancear.

Garantia, reforma e compatibilidade: onde o mito mora

O medo mais frequente em todos os segmentos — moto na garantia, carro de família zero, SUV de track day, roçadeira de rodovia e trator de reboque aeronáutico — é “o fabricante vai invalidar a garantia”. O raciocínio do corpus é único e reproduzível: selante preventivo é manutenção, como usar aditivo de arrefecimento ou lubrificante de corrente. Não modifica a estrutura do pneu, não tem pH ácido nem básico, não contém cola. Ficha técnica e laudo estão à disposição do fabricante, da locadora ou do provedor de pneus.

Na reforma, o selante é aliado: toda a linha TEX é biodegradável, altamente lavável e solúvel em água — sai na lavagem e não agride a carcaça, preservando-a para a próxima recapagem. Reparo por selante preserva a carcaça apta à reforma, enquanto vulcanização em alguns casos inutiliza a carcaça para a próxima recauchutagem. A aplicação é única: dura até o pneu ser desmontado para a reforma, sem reaplicação e sem validade interna. Também é seguro para TPMS, já que o produto não tem colas nem adesivos. Entenda melhor o mecanismo em blindagem de pneu.

A dor real que o fluido elimina na operação

Os trechos de campo mostram por que a palavra “aditivo” é pequena para o impacto. Moto de comutação urbana com 80 km/dia tem, em média, 2 furos por mês — custo de reparo e 80 minutos parado no acostamento todos os meses, com aplicação única e sem custo recorrente. Um carro de família furar na serra, à noite, com criança na cadeirinha, é risco que nenhum pneu novo elimina. Roçadeira remota de alto valor parada por um furo gera multa de SLA em contrato de infraestrutura. Towbarless parado reroteia voos. Em cada caso, o selante troca uma parada não programada por uma manutenção preventiva de minutos.

Especificações técnicas — Aditivo para borracha
O que é Fluido preventivo intraluminal para pneus; ação física, sem reação química com a borracha
pH 7,0 a 8,0 (neutro), com proteção anticorrosiva em 4 camadas
Composição Gel de alta viscosidade + partículas sólidas + fibras de aramida (Kevlar) + polímeros
Faixa térmica -30 °C a +140 °C
Aplicação Única; sem reaplicação e sem validade interna; dura até o pneu ser desmontado para reforma
Sulco mínimo 5 mm; não aplicar no TWI (1,6 mm) ou abaixo
Compatibilidade Pneus com e sem câmara; tubeless com melhores resultados; seguro para TPMS e recapagem
Normas de ensaio ASTM F2370, ASTM D4827, ASTM D2240, ASTM D2196/D445 (viscosidade)

Perguntas frequentes — Aditivo para borracha

Dúvidas reais sobre o termo, respondidas pela equipe técnica TEX (alinhadas ao manual).

Aditivo para borracha altera a composição do pneu ou reage com a borracha?

Não. O selante TEX é fluido intraluminal de ação física: pH 7,0 a 8,0, sem colas, adesivos, solventes ou vulcanizantes. Ele não modifica a fórmula da borracha, a dureza Shore nem as lonas da carcaça. É manutenção preventiva, não aditivo químico de fabricação.

Como um fluido sem ação química consegue vedar o furo em milissegundos?

O gel de alta viscosidade carrega partículas sólidas e fibras de aramida (Kevlar) até o ponto de fuga de ar; o gel age como ligante e as fibras formam um tampão flexível ancorado na estrutura interna. A vedação é física, de dentro para fora, e depende da integridade da carcaça.

Usar o produto num pneu zero ou carro na garantia anula a garantia de fábrica?

Não. Garantia de fábrica cobre defeito de fabricação, não o prego da rua nem produto de manutenção consumível. É equivalente a usar aditivo de arrefecimento ou lubrificante: não altera a estrutura do pneu nem dos componentes cobertos. A TEX fornece laudo técnico e ficha para apresentar ao fabricante.

O fabricante do pneu pode invalidar a garantia por causa do aditivo?

Não há base técnica para isso: o produto tem pH neutro, não corrói a borracha, não tem ácido nem solvente e não altera propriedades químicas ou físicas do pneu. A garantia de pneu cobre defeito de fabricação, não uso. Documentação técnica completa fica disponível para o fabricante avaliar.

O aditivo corrói o aro ou danifica a roda com o tempo?

Não. O pH 7,0 a 8,0 é neutro e há proteção anticorrosiva em quatro camadas: pH neutro, inibidores de corrosão, barreira contra umidade e barreira contra oxigênio. Aro de aço e liga leve ficam protegidos.

Funciona em pneu com câmara e em tubeless?

Funciona em pneus pneumáticos com e sem câmara; os melhores resultados são em tubeless. Para câmara, a linha TEX TUBELOCK veda furos de até 6 mm; para tubeless de moto, o TEX PRO veda até 7 mm e o TEX SUPER até 9 mm.

O aditivo impede a recapagem ou inutiliza a carcaça para reforma?

Não; é o contrário. Toda a linha TEX é biodegradável, solúvel em água e altamente lavável, então sai na lavagem sem agredir a carcaça. O reparo por selante preserva a carcaça apta à reforma, enquanto a vulcanização, em alguns casos, inutiliza a carcaça para a próxima recauchutagem.

Pode ser usado em pneu com sensor TPMS? O gel não danifica o sensor?

Pode. O selante não contém colas nem adesivos, não é quimicamente agressivo e não ataca componentes eletrônicos. O pneu continua podendo ser desmontado e o sensor reutilizado normalmente.

O que acontece com o balanceamento? O selante não desbalanceia a roda?

Não desbalanceia. O gel faz balanceamento hidrodinâmico: preenche microdeformações na rolagem e equilibra o conjunto de forma semelhante às esferas de balanceamento. Ele não corrige defeito mecânico, como aro empenado ou desbalanceamento pré-existente.

Qual é o limite de furo que o aditivo veda? Veda qualquer perfuração?

A capacidade é sempre um teto que depende da carcaça: até 7 mm no TEX PRO, até 9 mm no TEX SUPER, até 12 mm no ECCO TEX PREMIUM, até 12 mm ou mais no TEX PRO PLUS e no TEX AGRO. Furos na banda de rodagem são cobertos; ombro, flanco e pneu rasgado/cortado/arrombado não são caso de selante.

Posso aplicar em pneu careca ou com sulco no TWI?

Não. O sulco mínimo para aplicar é 5 mm e o TWI de 1,6 mm é o limite de troca: no TWI ou abaixo, o pneu deve ser substituído, não tratado. Pneu careca, com defeito estrutural, aro empenado, freio/suspensão ou alinhamento comprometidos também não recebem o produto.

Como calcular a dose correta de aditivo para cada pneu?

A dose é calculada pela medida do pneu. Em automóvel, `(largura × perfil × aro) × 3,6` se o perfil for ≤ 40 e `× 3` se for > 40; em moto, `(altura″ × largura″) × 0,066`, com mínimo de 240 ml. Menor movimentação exige maior dose, como no caso de tratores; furo além do ombro ou muitos furos pedem dose acima da tabela.

Depois de aplicar, a calibragem muda? Preciso fazer algum procedimento especial?

Sim. Após aplicar, calibre com 15 PSI acima da pressão ideal, rode o veículo para uniformizar o gel e então ajuste para a pressão de trabalho. Não quique o conjunto roda-pneu no chão depois da uniformização, para o gel não se acumular num ponto.

Esse aditivo reduz o consumo de combustível ou só evita furo?

Além de vedar furos, mantém a calibragem por longos períodos e ajuda a dissipar calor — carcaça calibrada chega a rodar até 30 °C mais fria. Segundo a literatura dos principais fabricantes de pneus, pneu corretamente calibrado poupa em média 8% de diesel e cerca de 6% de gasolina e aumenta a vida útil do pneu entre 25% e 35%.

Vale a pena para uma locadora ou frota que não autoriza aditivos no pneu?

Vale alinhar com base em fatos: o produto é manutenção preventiva, base aquosa, pH neutro, não corrói aro de alumínio, não agride a borracha, não anula garantia e permite reforma. A TEX fornece ficha técnica e FISPQ para a locadora aprovar; cada parada evitada preserva hora-máquina, SLA e pneus bons do conjunto.

Precisa aplicar isso na prática?

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