Glossário técnico · Por Jean Hebert

Aditivo

Em resumo · Aditivo, no contexto do pneu, é um complemento misturado ao produto principal; no selante TEX, ele não deve ser acrescentado porque a fórmula já sai pronta para uso.

Também chamado de: complemento de mistura, adição ao produto, mistura adicional.

O que significa aditivo neste uso

Em manutenção de pneus, aditivo é qualquer substância acrescentada ao produto principal na tentativa de alterar desempenho, fluidez ou modo de aplicação. No caso dos compostos TEX, isso não se aplica: o selante já sai de fábrica pronto para uso e o manual é direto ao orientar que não é necessário agitar, acrescentar aditivo ou qualquer outra preparação antes da aplicação.

Essa distinção é importante porque, na prática de oficina e de frota, ainda existe o hábito de “corrigir” produto com água, solvente ou outro complemento para facilitar a passagem pela válvula ou “render” volume. Em blindagem interna de pneus, isso compromete exatamente o que sustenta a vedação: a distribuição correta do gel de alta viscosidade, das partículas sólidas e das fibras de aramida, que atuam por ação física formando um tampão flexível de dentro para fora. Por isso, quando o operador pergunta se precisa de aditivo, a resposta técnica é simples: não.

Por que a TEX não usa aditivo adicional na aplicação

A TEX trabalha com composto pronto, estável e dimensionado para entrar no pneu na condição em que foi fornecido. O procedimento do manual é objetivo: em motos com BAG, deve-se sacar a válvula, encaixar o bico do Bag, espremer até o fim para colocar todo o conteúdo, usar o calibrador para assoprar e limpar o bico antes de montar a válvula e então calibrar normalmente. Em outras palavras, o ganho operacional está em seguir o processo, não em alterar a formulação em campo.

Há também uma razão de integridade técnica. O selante TEX tem pH 7,0 a 8,0, faixa neutra pensada para não corroer aro e para manter compatibilidade com componentes como TPMS. Acrescentar aditivo externo sem controle altera o comportamento físico do produto e pode afetar nivelamento, vedação e proteção anticorrosiva. Em motos premium e elétricas com sensor de pressão integrado, por exemplo, a vantagem está justamente em usar um composto inerte, sem colas nem químicos agressivos, aplicado no pneu e não no sistema eletrônico.

Outro ponto é o diagnóstico correto do problema. Se o conjunto roda/pneu estiver defeituoso, desbalanceado, com aro empenado ou pneu fora de condição, não existe “aditivo” que resolva a causa. O próprio manual manda não aplicar em conjunto roda/pneu defeituosos e confirma que o balanceamento deve estar em ordem. O selante faz vedação de furos dentro da sua capacidade e preserva a calibragem por longos períodos; ele não substitui correção mecânica.

Onde isso impacta a operação real

Na rua, a confusão entre selante e aditivo costuma aparecer em duas situações. A primeira é o motociclista de deslocamento diário, como o comutador que roda 80 km por dia, cinco dias por semana, e quer evitar ficar parado no acostamento por furo recorrente. Nessa rotina, inventar mistura só aumenta risco de aplicação errada; usar o volume correto e o produto pronto reduz paradas, ordens de serviço e perda de tempo operacional.

A segunda situação é a frota com regra interna rígida: motos oficiais, viaturas leves e frotas de test-ride de concessionária premium. Nesses ambientes, chamar o selante de “aditivo” pode gerar objeção administrativa, porque aditivo costuma soar como modificação improvisada. Tecnicamente, porém, o composto TEX é consumível de manutenção, aplicado internamente no pneu, sem alterar estrutura, motor, freio, suspensão ou eletrônica. É esse enquadramento que ajuda a liberar a viatura mais rápido, preservar a disponibilidade da frota e evitar cancelamento de atendimento, test-ride ou deslocamento por um furo simples.

Em motos, a escolha da linha também importa. Para pneus tubeless de uso urbano e até 400 cc, a referência é o TEX PRO, com vedação de furos de até 7 mm; em motos com câmara, a linha correspondente é o TEX TUBELOCK, de até 6 mm; e em aplicações de maior exigência, como motos acima de 400 cc e frotas premium, o TEX SUPER chega a até 9 mm. Em qualquer caso, o princípio permanece: o produto já está pronto, e adicionar qualquer aditivo descaracteriza a aplicação correta prevista em /manual/.

Especificações técnicas — Aditivo
Preparação antes da aplicação Não agitar, não acrescentar aditivo e não fazer outra preparação
Faixa de pH 7,0 a 8,0 (neutro)
Aplicação em motos com BAG Sacar a válvula, espremer todo o conteúdo do BAG, limpar o bico e calibrar
Condição mínima do conjunto Não aplicar em roda/pneu defeituosos; conjunto deve estar balanceado
Capacidade TEX PRO Veda furos de até 7 mm em pneus tubeless de moto
Capacidade TEX TUBELOCK Veda furos de até 6 mm em pneus com câmara
Capacidade TEX SUPER Veda furos de até 9 mm em motos de maior exigência

Perguntas frequentes — Aditivo

Dúvidas reais sobre o termo, respondidas pela equipe técnica TEX (alinhadas ao manual).

Em moto urbana de até 400 cc que roda 80 km por dia, preciso acrescentar aditivo ao selante para ele funcionar melhor?

Não. Nessa rotina de casa-trabalho, o manual determina que o produto já está pronto para uso, sem agitação, aditivo ou preparação extra. O ganho vem da aplicação correta no pneu, reduzindo paradas no acostamento e ordens de serviço por furo.

Na aplicação com BAG em pneu dianteiro e traseiro de moto, o aditivo ajuda a passar pela válvula?

Não deve ser usado. O procedimento correto é sacar a válvula, encaixar o bico do Bag, espremer todo o conteúdo, limpar o bico com o calibrador e remontar a válvula antes de calibrar. Alterar a mistura foge do processo previsto e pode prejudicar a distribuição interna.

Em frota de motos de prefeitura, guarda municipal ou DETRAN, o selante pode ser tratado como aditivo não autorizado?

Tecnicamente, não. Ele é consumível de manutenção aplicado no pneu, sem alterar estrutura, motor, freios ou eletrônica da motocicleta. Isso ajuda a reduzir burocracia de manutenção e a devolver a viatura à operação mais rápido.

Para moto nova ainda na garantia, chamar o produto de aditivo muda alguma coisa do ponto de vista técnico?

O nome pode confundir, mas a natureza de uso não muda: trata-se de um produto de manutenção do pneu, não de modificação da moto. A aplicação ocorre internamente no pneu e não interfere na cobertura de componentes do veículo.

Em moto elétrica premium com TPMS, acrescentar aditivo externo ao composto pode afetar o sensor?

É justamente o que deve ser evitado. A compatibilidade vem do uso do selante na formulação original, com pH neutro de 7,0 a 8,0 e sem químicos agressivos. Misturas externas tiram o controle técnico sobre o comportamento do produto dentro do pneu.

Em concessionária com frota de test-ride, usar aditivo ou preparação extra melhora a experiência do cliente?

Não. O que protege a experiência é a disponibilidade da moto, obtida com aplicação correta do selante pronto para uso. Um furo no início do percurso cancela agenda, derruba o próximo horário e compromete a percepção do cliente sobre a moto.

Se o conjunto roda/pneu estiver desbalanceado, um aditivo no selante compensa esse problema em motos de demonstração?

Não compensa. O manual manda não aplicar em conjunto roda/pneu defeituoso e exige balanceamento em ordem. O selante promove equilíbrio hidrodinâmico na rolagem, mas não corrige defeito mecânico nem desbalanceamento estrutural.

Em motos com câmara de ar usadas por agentes públicos, faz sentido adicionar algo ao TEX TUBELOCK para reforçar a vedação?

Não. A linha correta já é formulada para esse tipo de pneu e trabalha dentro da sua capacidade, de até 6 mm, conforme a integridade da carcaça. Acrescentar outro produto não substitui a escolha correta da linha nem melhora estrutura comprometida.

Em pneus tubeless de motos até 400 cc, por que o operador insiste em aditivo quando o TEX PRO já sai pronto?

Normalmente por hábito de oficina ou por associação com outros fluidos automotivos. Mas, no selante preventivo, a vedação depende da formulação original e da dose correta, não de complementos improvisados. Seguir o manual reduz erro de aplicação e retrabalho.

No uso intenso de test-ride com vários clientes por dia, o que traz mais ROI: aditivo ou aplicação correta do selante?

Aplicação correta do selante. O KPI afetado aqui é disponibilidade da moto e continuidade da agenda comercial: cada parada evitada preserva atendimento, experiência e potencial de venda. Aditivo não acrescenta proteção operacional prevista no manual.

Se houver furo acima do comportamento padrão de vedação, devo corrigir com aditivo?

Não. Quando a operação foge do padrão, a correção técnica é rever dose e nivelamento conforme o caso, não misturar substâncias externas. O próprio acervo da TEX documenta situações em que o ajuste foi de nivelamento, e não de troca ou adulteração do produto.

Em moto premium com custo alto de pneu, colocar aditivo junto do selante ajuda a preservar a carcaça para serviços futuros?

O que preserva a carcaça é o reparo físico correto e a manutenção da calibragem por longos períodos, não a adição de outro produto. Como a linha TEX é lavável e solúvel em água na hora do serviço, ela é compatível com a rotina de manutenção e reforma sem agressão desnecessária.

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