Glossário técnico · Por Jean Hebert

Altura

Em resumo · Altura, nos selantes TEX, é o nível do gel dentro do pneu e a medida do pneu usada no cálculo de dose; se insuficiente, deixa furos altos sem vedação.

Também chamado de: altura do selante, nível do selante, altura do pneu, nivelamento do selante.

Altura é um termo que aparece duas vezes no universo TEX e as duas influenciam diretamente o fator de vedação. A primeira é a altura do nível do selante dentro do pneu: até onde o gel alcança na parede interna. A segunda é a altura do pneu usada na fórmula de dosagem. Confundi-las é comum — e é exatamente aí que nascem os furos que sopram ar sem vedar.

A altura do nível de selante e o fator de vedação

O selante TEX é um gel de alta viscosidade que se acomoda na parte inferior do pneu. A dose padrão da tabela cobre a banda de rodagem — a região do footprint. Quando o furo acontece acima da linha do gel, o ar escapa sem que o selante toque o furo: o pneu esvazia e, no pior caso, nem “cuspir” selante para fora. O manual é direto: se o furo ocorre em um nível acima do selante, o gel não consegue passar pelo furo e não há vedação.

Por isso, antes de aplicar, a operação precisa conhecer a altura das ocorrências reais de furo. A recomendação do manual é levantar a reincidência: o que fura, o diâmetro do furo e em que altura ele aparece — banda de rodagem, ombro ou flanco. A correção é feita ajustando o nivelamento, não trocando de produto. Caso clássico é a fazenda de dendê: espinhos de palma perfuravam acima do nível padrão e a solução foi ajustar o nível do selante à altura das ocorrências.

Também entra aqui o limite de segurança estrutural. As barras TWI têm 1,6 mm de altura: no TWI ou abaixo, o pneu deve ser substituído e não pode receber selante. A aplicação exige sulco mínimo de 5 mm. Carcaça sem estrutura não segura vedação — é a lei do “até” que rege todo o sistema.

A altura do pneu na fórmula de dosagem

No cálculo de dose, altura é outra coisa: é a medida do pneu, em polegadas, que entra na fórmula do manual: (altura × largura) / 10 = número de doses. Cada dose equivale a uma onça, ou 29,5 ml. Para um pneu 295/80R22,5, o usuário informa largura, perfil e aro em três campos separados e a altura é obtida a partir dessa notação — nunca se calcula em centímetros.

Se a operação for severa, o manual manda adicionar 40% ao volume calculado. Entende-se como severa uma operação com muitos furos e furos grandes. Um mesmo pneu de caminhão muda de cenário: o uso rodoviário puro é diferente da remoção de entulho ou da coleta de resíduos. A altura do pneu continua a mesma, mas a dose precisa subir para o gel alcançar mais alto e cobrir a região onde o dano ocorre.

A regra de movimentação também pesa: pneus de trator, com menor deslocamento, pedem dose maior. O selante fica mais tempo na mesma posição e precisa ter nível suficiente para alcançar os furos sem depender da rolagem. Por isso a tabela de aplicação do manual já prevê essa variação.

Ajuste de nivelamento: a resposta está no histórico do cliente

Como a altura do furo é variável de operação para operação, a resposta do ajuste está sempre do lado do cliente. O pneu com histórico de uso está com ele; muitas vezes, numa sessão de pneus velhos descartados na fazenda. O manual ensina a calibrar o nivelamento: encher um pneu na vertical com água até o nível de referência, anotar em litros e replicar a dose corrigida na frota.

Isso elimina dois desperdícios: selante sobrando, com nível acima do necessário, e selante faltando, com furos altos vazando. Aplicado o ajuste, o procedimento de uniformização é o mesmo — calibrar com 15 PSI acima da pressão ideal, rodar para espalhar e depois acertar a pressão de trabalho. Depois disso, o pneu volta à operação com o selante na altura certa e a carcaça protegida.

Quem opera com lastro ou em máquinas pesadas encontra orientações específicas nas categorias de pneus com água e de OTR e movimentação. O passo a passo completo de aplicação e nivelamento está no /manual/, e a linha de produtos, no /catalogo/.

Especificações técnicas — Altura
Altura mínima do sulco para aplicação 5 mm
Indicador TWI (desgaste limite) 1,6 mm
Fórmula de dose padrão (altura × largura) / 10 = doses
Acréscimo para operação severa +40% sobre o volume calculado
Volume de 1 dose (onça) 29,5 ml

Perguntas frequentes — Altura

Dúvidas reais sobre o termo, respondidas pela equipe técnica TEX (alinhadas ao manual).

O que é a altura do nível de selante dentro do pneu?

É a linha até onde o gel de alta viscosidade alcança na parede interna do pneu em repouso. A dose padrão da tabela cobre a banda de rodagem; se um furo acontece acima dessa linha, o selante não toca o furo e não veda. Por isso o manual trata a altura como condição para o fator de vedação.

Como perceber que a altura do selante está insuficiente?

O furo aparece soprando ar e esvaziando sem “cuspir” selante para fora — sinal típico de que o gel não alcança aquela altura. Outra pista é a repetição de furos na mesma região, como ombro ou flanco, na mesma operação. Nesse caso, medir a altura das ocorrências é o primeiro passo.

O que fazer quando o furo fica acima do nível do selante?

O manual orienta ajustar o nível do selante, não trocar de produto. O ajuste é feito com base na altura padrão das ocorrências de furo daquela operação, muitas vezes com uma dose acima da tabela. Sem esse ajuste, o vazamento continua porque não há selante tocando o furo.

Como o caso da fazenda de dendê explica a altura?

Na fazenda de dendê, espinhos de palma perfuravam acima do nivelamento padrão. A correção foi ajustar o nivelamento à altura real dos furos, e não substituir o produto. O caso é reproduzível: conhecer o padrão de altura da operação evita desperdício e vazamento.

Qual a relação entre altura do sulco e TWI na liberação para aplicação?

O TWI é uma barra de borracha com 1,6 mm de altura moldada no fundo dos sulcos. Quando o desgaste atinge essa barra, o pneu deve ser trocado e não pode receber selante. A aplicação só é liberada com sulco mínimo de 5 mm — abaixo disso, não há estrutura para a vedação.

Como calcular a altura do pneu para usar na fórmula de dosagem?

O usuário informa a medida do pneu, por exemplo 295/80R22,5, em três campos: largura, perfil e aro. A altura usada na fórmula é obtida a partir dessa notação e sempre em polegadas — nunca em centímetros. O manual não usa a medida em milímetros da banda no cálculo.

Qual é a fórmula de dosagem que usa altura e largura?

A fórmula do manual é (altura × largura) / 10 = número de doses, para operação padrão. O resultado sai em doses, sendo uma dose igual a uma onça, ou 29,5 ml. Para saber o volume em litros, basta multiplicar o número de doses por 29,5 ml.

Quando entrar os 40% de acréscimo na fórmula?

Em operação severa, com muitos furos e furos grandes, adiciona-se 40% ao volume calculado. Um pneu rodoviário usado em remoção de entulho ou coleta de resíduos é exemplo clássico: a medida de altura e largura é a mesma, mas a dose precisa ser maior.

Por que um pneu de trator, com menos movimentação, pede dose maior?

A regra do manual é: menor movimentação, maior dose. Em tratores, o selante fica mais tempo na mesma posição e precisa ter nível suficiente para alcançar os furos sem depender do deslocamento. Por isso a tabela de aplicação prevê dose maior para esse tipo de operação.

O que é o ajuste de nivelamento com água descrito no manual?

É um procedimento para frota com furo fora do padrão: enche-se um pneu na vertical com água até o nível de referência, anota-se o volume em litros e replica-se essa dose corrigida na frota. Assim, o nivelamento do selante fica na altura exata das ocorrências.

Depois de ajustar a altura, como uniformizar o selante?

O manual manda calibrar o pneu com 15 PSI acima da pressão ideal, rodar para uniformizar e depois ajustar para a pressão de trabalho. Não se deve quicar o conjunto roda-pneu no chão, pois o gel volta a se acumular. Esse cuidado preserva o nível alcançado.

Altura do selante influencia balanceamento?

Dentro da faixa de dose recomendada, não: o selante atua como balanceador hidrodinâmico, preenchendo microdeformações na rolagem. O problema de balanceamento aparece quando a dose está fora da altura/nivelamento correto ou quando há defeito mecânico no conjunto, o que não é caso de selante.

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