Glossário técnico · Por Jean Hebert
Calor gerado
Em resumo · Energia térmica produzida no interior de um pneu, resultante principalmente do atrito interno entre seus componentes estruturais (histerese) durante os ciclos de flexão e deformação sob carga, e secundariamente do atrito entre a banda de rodagem e a superfície da via. O gerenciamento deste calor é um fator crítico para a integridade e vida útil do pneu.
Também chamado de: Aquecimento do pneu, Temperatura do pneu, Acúmulo de calor, Estresse térmico do pneu.
O que é o calor gerado no pneu e suas causas
O calor gerado, ou aquecimento, é um fenômeno inerente à operação de qualquer pneu pneumático. Ele resulta da conversão de energia mecânica em energia térmica através de dois processos fundamentais: o atrito interno e o atrito externo. O atrito interno, conhecido como histerese, é a principal fonte de calor e ocorre quando os compostos de borracha e as lonas de reforço da carcaça se flexionam e deformam repetidamente durante a rolagem. Cada ciclo de compressão e descompressão dissipa uma pequena quantidade de energia na forma de calor. O atrito externo, por sua vez, acontece na área de contato entre a banda de rodagem e o pavimento.
Para o panorama completo do segmento, veja o guia completo de blindagem de pneu para blindagem de pneu.
Embora um certo nível de aquecimento seja normal e previsto no projeto do pneu, o calor excessivo é um dos principais agentes de degradação. A causa mais comum para o superaquecimento é a baixa pressão. Um pneu descalibrado flexiona de maneira muito mais acentuada, multiplicando a energia dissipada como calor interno e acelerando o desgaste. Segundo dados de fabricantes, pneus com pressão insuficiente podem se desgastar até 50% mais rápido. Outros fatores que contribuem para o aumento da temperatura incluem carga excessiva, como em veículos blindados ou de transporte de valores, altas velocidades por períodos prolongados e problemas de alinhamento de rodas.
Consequências do aquecimento excessivo e o papel da dissipação térmica
O acúmulo de calor excessivo compromete diretamente a integridade estrutural do pneu. As altas temperaturas aceleram a oxidação e a degradação dos compostos de borracha, tornando-os mais rígidos e quebradiços. Isso pode levar a uma série de falhas, como separação de lonas, descolamento da banda de rodagem e até a ruptura catastrófica da carcaça. O calor também aumenta a pressão interna do pneu, podendo exceder os limites de segurança e afetar a dirigibilidade e a estabilidade do veículo.
Para combater este fenômeno, os pneus são projetados com mecanismos de dissipação térmica. A estrutura transfere o calor da área de maior geração (a banda de rodagem e os ombros) para as áreas de menor temperatura, como os flancos (paredes laterais) e a roda. Os flancos atuam como radiadores, dissipando o calor para o ambiente. A eficiência deste processo é vital para manter o pneu operando dentro de sua faixa de temperatura segura. Qualquer fator que prejudique essa transferência, como a flexão excessiva por baixa pressão, cria um ciclo vicioso de aquecimento e degradação acelerada, reduzindo drasticamente a vida útil e a segurança do conjunto.
Como o Selante TEX atua na gestão térmica do pneu
A tecnologia dos selantes preventivos TEX Selantes oferece uma abordagem dupla para o gerenciamento térmico do pneu. A primeira e mais impactante atuação é a manutenção da pressão de ar ideal. Ao vedar instantaneamente perfurações de até 20 mm ou mais, dependendo da linha de produto (como a TEX OTR), o selante previne a perda de ar que leva à baixa pressão. Ao eliminar a principal causa da flexão excessiva, ele ataca a raiz do problema do superaquecimento, contribuindo para prolongar a vida útil do pneu em até 35%, conforme a literatura técnica do setor.
A segunda atuação é mais direta. A formulação dos selantes profissionais e militares da TEX, como o TEX PRO PLUS, inclui componentes que aprimoram a condutividade térmica da estrutura interna do pneu. O gel de alta viscosidade, distribuído uniformemente pela força centrífuga, cria uma camada que funciona como um condutor de calor. Ele ajuda a transferir a energia térmica da banda de rodagem de forma mais eficiente para as laterais e para a roda metálica, que são os principais pontos de dissipação. Esta propriedade é especialmente valiosa em operações severas, como no segmento militar ou florestal, onde as cargas e o estresse são extremos. Com uma faixa de temperatura operacional de -30 °C a +140 °C, o selante mantém sua estabilidade e eficácia mesmo sob as condições mais exigentes, garantindo a proteção contínua do pneu. Este produto é desenvolvido e fabricado pela Betuel Indústria, sob a responsabilidade técnica de Emerson Oliveira do Nascimento (CRQ 2ª Região Nº 02411957).
| Faixa de Temperatura Operacional | -30 °C a +140 °C |
|---|---|
| Efeito Primário na Temperatura | Redução do calor por manutenção da pressão |
| Efeito Secundário na Temperatura | Aumento da condutividade térmica da carcaça |
| Mecanismo de Ação Térmica | Transferência de calor da banda de rodagem para as laterais e roda |
| Compatibilidade Química | pH neutro (7,0 a 8,0), não corrosivo |