Glossário técnico · Por Jean Hebert
Altura da Banda
Em resumo · Altura da banda é a posição do furo na seção transversal do pneu: banda de rodagem, ombro ou flanco; define se o selante cobre a área na dosagem padrão.
Também chamado de: altura do furo, posição do furo no pneu, região da banda de rodagem.
O que é altura da banda e por que ela define a vedação
A altura da banda é a posição do furo na seção transversal do pneu: banda de rodagem, ombro ou flanco. Não é a profundidade do sulco — é o ponto em que o dano atinge o pneu em serviço. O manual técnico TEX usa essa classificação para definir a cobertura: a tabela de dosagem mínima é calculada para proteger a banda de rodagem, e é nela que ocorrem mais de 90% dos furos, exatamente na área de contato com o solo. O selante, em gel de alta viscosidade, se distribui na parede interna; ao rodar, fibras de aramida e partículas sólidas são levadas até o furo e formam um tampão físico de dentro para fora. A condição para essa vedação acontecer é estrutural: pneu com carcaça sadia, sulco acima de 5 mm e furo dentro da área coberta pelo nivelamento. Sem estrutura, não há o que ancorar o tampão.
A classificação por altura também separa furo de dano estrutural. Furo é o caso típico do selante; corte, rasgo ou pneu arrombado não são. Na prática, medir a altura é simples: identifique em qual faixa o dano está — centro da banda, quina do ombro ou lateral. Furo na banda é o cenário de maior cobertura; furo no ombro ou no flanco fica fora da dose padrão. Por isso, antes de dimensionar a aplicação, o manual orienta mapear a reincidência: o que normalmente fura, o diâmetro do furo e a altura onde ele ocorre. Esse levantamento é o que transforma uma aplicação genérica em blindagem adaptada à operação — e evita prometer vedação onde o gel não alcança.
Dosagem mínima, nivelamento e furos fora da banda
A dosagem da tabela de aplicação é mínima, não máxima. Ela protege a banda na maioria dos pneus, mas operações com padrão próprio de furos precisam de ajuste. Se a reincidência é no ombro, ou se o pneu recebe muitos furos, a dose deve subir. O manual traz um caso objetivo: numa fazenda de dendê, o espinho de palma perfurava acima do nivelamento padrão — a correção foi ajustar o nivelamento, não trocar de produto. O procedimento de referência é encher o pneu na vertical com água até o nível desejado, anotar o volume em litros e replicar a dose corrigida na frota. É um ajuste físico, reproduzível e baseado exatamente na altura do furo.
Antes de aplicar, a banda precisa estar em condição de receber a proteção. Sulco abaixo de 5 mm não entra; no indicador TWI, em 1,6 mm, o pneu já deve ser trocado. Aplicar em pneu careca ou com defeito mecânico — aro empenado, desbalanceamento, alinhamento errado — não resolve a causa e compromete a vedação. Depois da aplicação, a calibragem entra com 15 PSI acima da pressão ideal, o conjunto roda um pouco para uniformizar o gel e então volta à pressão de trabalho. O pneu permanece calibrado em serviço, sem reaplicação, até ser desmontado para reforma. O nivelamento do selante é o que garante que a altura certa da banda fique protegida.
Como a altura da banda impacta a operação e a escolha da linha
O impacto operacional começa no KPI que a frota mais sente: a parada não programada. Um furo na altura coberta é vedado na hora, e o veículo não precisa de socorro, não perde a rota e não estoura o SLA. A calibragem mantida por longos períodos faz a carcaça trabalhar mais fria — até 30 °C menos —, reduz o consumo por descalibragem e preserva o pneu para mais reformas. Quando o dano acontece na banda e a estrutura está íntegra, o reparo é imediato e definitivo; quando acontece no ombro ou no flanco, a resposta correta é redimensionar a dose ou trocar o pneu, nunca esperar que a dose padrão resolva.
Cada segmento tem a linha e o teto de vedação próprios, como mostra o catálogo. Em automóveis e mobilidade elétrica, as linhas vedam até 8 mm; motos tubeless vão até 7 mm na TEX PRO e 9 mm na TEX SUPER; agro e rodoviário usam TEX AGRO, TEX LASTRO GEL e TEX PRO PLUS, com vedação até 12 mm ou mais. A lógica é sempre física: quanto melhor a estrutura — dureza da borracha, lonas, qualidade da carcaça — mais o tampão consegue se ancorar e maior o furo que a altura da banda suporta. Para saber qual linha atende a sua medida e o seu padrão de furo, fale com um representante. Conheça as linhas TEX e a blindagem de pneu. A tecnologia é americana, fabricada no Brasil pela Betuel Indústria e distribuída pela TEX PARTS.
| Cobertura da dose padrão | Banda de rodagem (mais de 90% dos furos) |
|---|---|
| Área fora da dose padrão | Ombro e flanco |
| Sulco mínimo para aplicação | 5 mm |
| TWI | 1,6 mm — pneu deve ser trocado |
| Calibragem após aplicação | 15 PSI acima da pressão ideal e depois ajuste |
| Faixa térmica do selante | -30 °C a +140 °C |
| pH do selante | 7,0 a 8,0 (neutro) |