Glossário técnico · Por Jean Hebert

Assistência técnica

Em resumo · Suporte do fabricante que orienta a aplicação do selante e fornece laudos e fichas técnicas para validar compatibilidade com pneus, sensores TPMS e garantias.

Também chamado de: suporte técnico TEX, atendimento técnico TEX, assistência ao aplicador, suporte a frotas.

O que é a assistência técnica TEX

A assistência técnica TEX é o canal do fabricante que transforma o selante preventivo em uma decisão defensável dentro de uma operação real. Antes da aplicação, ela orienta a dose correta, o sulco mínimo e a compatibilidade com sensores TPMS. Durante o uso, responde com laudos, FISPQ e fichas técnicas para fabricantes de pneus, montadoras e gestores de frota. Depois de um furo, é ela que permite a roda continuar rodando sem chamado de socorro — cada furo vedado em serviço é um atendimento de assistência que não precisa existir.

A diferença para o que se chama de assistência no automobilismo — equipe de apoio proibida em rally — é importante: o selante é um item de manutenção preventiva instalado no pneu, não uma equipe externa. Regulamentos que proíbem assistência no percurso, como etapas de rally, seguem permitindo o uso do produto porque ele age antes de a parada ser necessária. Por isso, a assistência técnica TEX é, ao mesmo tempo, suporte ao gestor e argumento para reduzir chamados reais de socorro. Consulte o catálogo para escolher a linha correta e o manual para o passo a passo de aplicação.

Como a assistência resolve objeções de garantia, orçamento e compliance

A objeção mais frequente é garantia: “o fabricante não recomenda selante; perco a garantia?” A resposta é técnica, não comercial. O selante é aplicado no pneu, não no veículo; tem pH entre 7,0 e 8,0, não contém colas, adesivos ou vulcanizantes; logo, não altera propriedades do pneu nem de sensores TPMS. A garantia de fábrica cobre defeito de fabricação — não cobre o que é manutenção preventiva. Com a estrutura do pneu íntegra, o reparo é imediato e definitivo, e a assistência disponibiliza laudo de atoxicidade, FISPQ e ficha técnica de composição para comprovar.

Na compra pública, a assistência ajuda a classificar o produto como material de consumo de manutenção preventiva — a mesma rubrica de fluido de freio, lubrificante de corrente ou aditivo de roda. Não é equipamento permanente nem modificação veicular, então não exige processo licitatório específico de obra ou serviço. Para o gestor de frota de resgate, o retorno é documentável: um único chamado de reboque, pneu novo e horas-homem paradas custa mais que blindar várias motos, e isso aparece na redução de indisponibilidade e de custos corretivos.

Na frota executiva com compliance de zero interrupção, a orientação é apresentar o produto como redução de risco operacional. Cada parada de um veículo de diretoria gera cadeia de indisponibilidade, carro de cortesia e registro de não-conformidade. O custo de proteger a frota inteira é menor que o de um único incidente, e o argumento se sustenta em risco evitado, não em despesa preventiva.

Procedimentos e documentação que a assistência domina

A assistência valida as condições de aplicação. O sulco mínimo é 5 mm; no TWI (1,6 mm) ou abaixo, a orientação é trocar o pneu, não aplicar. Pneu rasgado, cortado ou arrombado não é caso de selante — sem estrutura não há vedação. Para dose, o manual traz fórmulas por segmento: automóvel (largura × perfil × aro) × 3,6 para perfil ≤ 40, ou × 3 para perfil > 40; moto (altura″ × largura″) × 0,066, com mínimo de 240 ml — sempre em polegadas.

Na aplicação, o procedimento oficial é calibrar com 15 PSI acima da pressão ideal, rodar para uniformizar e ajustar para a pressão de trabalho. Para frotas com furo fora do padrão, a assistência usa o ajuste de nivelamento: o pneu é cheio na vertical com água até um nível de referência, o volume em litros vira a dose corrigida e é replicado na frota. Foi assim que se resolveu o caso da fazenda de dendê, em que o espinho de palma perfurava acima do nivelamento padrão — a correção veio do ajuste, não da troca de produto.

A aplicação é única: não há reaplicação, e o selante permanece no pneu até a desmontagem para reforma. É solúvel em água na hora do serviço, não agride a carcaça e não inviabiliza a recapagem. Para falar com a assistência técnica e receber a orientação específica da operação, use o contato; a documentação normativa e de ensaios — incluindo ASTM F2370, D4827, D2240 e D2196/D445 — está disponível no dossiê técnico e no manual.

Especificações técnicas — Assistência técnica
pH 7,0 a 8,0 (neutro)
Faixa de temperatura -30 °C a +140 °C
Sulco mínimo para aplicação 5 mm (TWI 1,6 mm — não aplicar no TWI)
Dose mínima para moto 240 ml — fórmula em polegadas (altura″ × largura″) × 0,066
Vedação em motos tubeless (TEX SUPER) até 7 mm
Compatibilidade TPMS Sim — pH neutro, não corrosivo
Aplicação Única — sem reaplicação; dura até a desmontagem para reforma
Ensaios de referência ASTM F2370, D4827, D2240, D2196/D445

Perguntas frequentes — Assistência técnica

Dúvidas reais sobre o termo, respondidas pela equipe técnica TEX (alinhadas ao manual).

O selante TEX aplicado em moto elétrica com TPMS pode anular a garantia do veículo?

Não. O TEX SUPER é aplicado no pneu, não no veículo, e tem pH 7,0 a 8,0, sem químicos agressivos. Garantia de moto cobre defeito de componente; manutenção preventiva do pneu não entra nesse escopo. A TEX ainda disponibiliza documentação técnica para apresentar à montadora.

Como a assistência técnica ajuda a enquadrar o selante em compra pública de frota de resgate?

O produto é classificado como material de consumo de manutenção preventiva, na mesma categoria de fluido de freio, lubrificante de corrente ou aditivo de roda. Não é equipamento permanente nem modificação veicular, então não exige licitação específica de obra ou serviço. O retorno é justificado pela redução de reboques, pneus novos e horas-homem paradas.

Em rally, o regulamento proíbe assistência no percurso. Usar TEX OFF ROAD é considerado assistência proibida?

Não. A proibição se refere a equipe de apoio externa, não a manutenção preventiva embarcada no pneu. O TEX OFF ROAD veda o furo antes de a parada ser necessária, mantendo o piloto na prova. Por isso etapas que proíbem assistência seguem permitindo selante.

O fabricante do pneu pode negar garantia se eu usar selante em pneu off-road?

Não, desde que o pneu tenha estrutura sadia. O TEX OFF ROAD tem pH 7,0 a 8,0, sem colas, adesivos ou vulcanizantes, e não corrói borracha nem componentes internos. Garantia de fabricante cobre defeito de fabricação, não manutenção preventiva; a assistência fornece laudo de atoxicidade, FISPQ e ficha técnica para comprovar.

Como apresentar o selante ao gestor de frota executiva com política de zero interrupção?

Como redução de risco operacional, não como custo. Cada parada de veículo de diretoria gera indisponibilidade, carro de cortesia e registro de não-conformidade, e o custo de um único incidente supera a proteção da frota inteira. O argumento fecha em risco evitado e continuidade de agenda, não em despesa preventiva.

Quais documentos a assistência técnica TEX disponibiliza para comprovar a compatibilidade do produto?

Laudo de atoxicidade, FISPQ, ficha técnica de composição e dossiê técnico com ensaios. Além disso, o manual traz referências a ASTM F2370, D4827, D2240 e D2196/D445. Esses documentos são usados para responder fabricantes, montadoras e órgãos reguladores.

A assistência técnica orienta como calcular a dose para pneus fora do padrão?

Sim. Para automóvel, o cálculo é `(largura × perfil × aro) × 3,6` quando o perfil é ≤ 40, ou `× 3` para perfil > 40. Para moto, a fórmula é em polegadas: `(altura″ × largura″) × 0,066`, com mínimo de 240 ml. Furos além do ombro ou muitos furos pedem dose acima da tabela.

Qual a condição mínima de sulco para a assistência liberar a aplicação?

O sulco deve ter no mínimo 5 mm. No TWI (1,6 mm) ou abaixo, o pneu deve ser trocado, não tratado. Pneus carecas, cortados, rasgados ou com estrutura comprometida não são caso de selante.

A aplicação do selante exige um técnico especializado? A TEX presta esse suporte?

Não exige desmontagem nem equipamento especial. O procedimento usa saca-válvula, bomba ou seringa, jarro graduado e manômetro; após aplicar, calibra-se 15 PSI acima da pressão ideal, roda para uniformizar e ajusta-se a pressão de trabalho. A assistência técnica treina frotas e orienta cada etapa.

Como o selante reduz chamados de assistência em campo em motos de emergência?

Ele evita a perda silenciosa de pressão por furos e microporos, que é a causa de pneu murcho e parada. A calibragem se mantém por semanas ou meses, reduzindo a recalibragem sistemática e os chamados de socorro. Isso aparece em indicadores de indisponibilidade e custo corretivo da frota.

O que a assistência recomenda quando o furo fica acima do ombro do pneu?

O ombro e o flanco não são cobertos pela dose padrão; a assistência orienta dose acima da tabela ou ajuste de nivelamento. No caso real da fazenda de dendê, espinhos de palma perfuravam acima do nivelamento padrão e a correção foi ajustar o nivelamento, não trocar de produto. Pneu rasgado ou arrombado não tem vedação possível.

O selante impede a reforma do pneu? A assistência recomenda para pneus recapáveis?

Pelo contrário: a aplicação única preserva a carcaça e o selante é solúvel em água na hora do serviço, então sai na lavagem e não inviabiliza a reforma. Isso aumenta o número de recauchutagens possíveis, diferentemente de reparos por vulcanização que podem inutilizar a carcaça. O produto permanece até o pneu ser desmontado para reforma.

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