Glossário técnico · Por Jean Hebert

Vedação de pneu em Laboratórios Móveis de Calibração de Auxílios à Navegação

Em resumo · Selante preventivo que protege os pneus de laboratórios móveis de calibração de auxílios à navegação, vedando furos de até 12 mm na banda de rodagem por ação física.

Também chamado de: laboratório móvel de calibração de auxílios à navegação, selante para laboratório móvel de calibração, TEX PRO PLUS aeroportuário, vedação de pneu em laboratório de VOR/ILS.

O laboratório móvel que não pode parar

O laboratório móvel de calibração de auxílios à navegação — o veículo que aferir VOR e ILS nas áreas de antena e na faixa de pista — carrega equipamentos que pesam de 800 kg a 1,2 t. Com essa carga, o pneu de caminhão leve trabalha sempre comprimido, suscetível a microfissuras de fadiga na carcaça. O serviço é agendado, com janela curta definida pelo controle de tráfego aéreo. Um furo numa estrada vicinal de acesso a um NAVAID remoto, no terreno irregular do entorno das antenas ou no asfalto agressivo da rampa para a equipe e remarca a calibração. Atraso na calibração vira NOTAM e restrição de voos no TMA inteiro — a consequência sai do pneu e afeta a malha aérea. E o sol direto da rampa degrada a borracha mais rápido: pneu de laboratório móvel em aeroporto envelhece cerca de três vezes mais por exposição a UV.

Aqui o selante não é “tapa furo” para depois consertar. É manutenção preventiva para o veículo chegar ao auxílio e voltar sem interrupção. O TEX PRO PLUS é aplicado uma única vez, por dentro do pneu, e fica ali durante toda a vida útil da borracha — sem validade interna e sem reaplicação. Se a carcaça estiver íntegra, o reparo é imediato e definitivo; sem estrutura, não há vedação possível.

Ação física, não química

O TEX PRO PLUS não é cola e não age por reação química. O gel de alta viscosidade circula na parede interna do pneu; no ponto de escape de ar, as fibras de Kevlar/aramida e os polímeros são arrastados para dentro do furo e formam um tampão ancorado na estrutura — a mesma ancoragem do selante descrita no manual. Por isso a capacidade é sempre “até”: o produto veda perfurações de até 12 mm na banda de rodagem — ou mais, conforme a qualidade e a espessura da carcaça. Mais de 90% dos furos reais estão dentro desse limite e acontecem exatamente na banda de rodagem, a área coberta pelo selante.

Como a ação é física, o estado da carcaça manda. Pneu careca, com sulco abaixo de 5 mm ou nas barras TWI de 1,6 mm, com rasgo, corte ou arrombamento não é caso de selante — é caso de troca. Com a estrutura sadia, o tampão veda em segundos, sem ninguém intervir, e o laboratório segue para a janela de calibração. O composto tem pH neutro (7 a 8) e não corrói o aro nem agride os equipamentos de bordo; ele fica dentro do pneu e não toca o sistema de navegação. A faixa térmica vai de -30 °C a +140 °C, suficiente para a rampa de aeroporto sob sol forte, e a química inerte resiste a hidrocarbonetos e resíduos de combustão que degradam a borracha por fora.

Há ainda um ganho que passa despercebido em frota aeroportuária: o selante atua como dissipador de calor e a carcaça calibrada por longos períodos aquece menos — pode rodar até 30 °C mais fria. Segundo a literatura dos fabricantes de pneus, pneu corretamente calibrado poupa em média 8% de diesel (e cerca de 6% de gasolina) e aumenta a vida útil da carcaça entre 25% e 35%. O balanceamento é hidrodinâmico: o gel preenche microdeformações na rolagem e não desbalanceia o conjunto.

Aplicação que entra na rotina da equipe

A dosagem para o pneu típico de laboratório móvel — 7.50-16 ou 8.25-16 — é de 500 ml por câmara, o equivalente a um kit completo para dois eixos. A aplicação é feita pela válvula com bomba BT300 ou bag de auto aplicação, por qualquer mecânico com treinamento básico, em 15 a 20 minutos. Depois de aplicar, calibra-se com 15 PSI acima da pressão ideal, roda-se para uniformizar e então ajusta-se a pressão de trabalho. Esse procedimento entra na manutenção de rotina sem parada adicional do veículo.

O uso é documentável no plano de manutenção preventiva do veículo de suporte, com ficha técnica e FISPQ — o que responde a contratos com DECEA e especificações rígidas: a especificação do equipamento de navegação é uma coisa; o pneu do chassi segue a manutenção veicular comum. O produto é solúvel em água na hora da reforma, não inviabiliza a recapagem e protege a carcaça para o próximo ciclo de recauchutagem. Para quem calibra VOR e ILS, o KPI que importa é a janela cumprida: cada parada evitada é uma rota que não estoura o SLA e um NOTAM que não é emitido. Confira as opções de embalagem e linhas no catálogo.

Especificações técnicas — Vedação de pneu em Laboratórios Móveis de Calibração de Auxílios à Navegação
Segmento Aeroportuário — laboratórios móveis de calibração de auxílios à navegação
Capacidade de vedação Até 12 mm ou mais na banda de rodagem, conforme a carcaça
pH 7,0 a 8,0 (neutro)
Faixa térmica -30 °C a +140 °C
Sulco mínimo para aplicação 5 mm (troca obrigatória nas barras TWI de 1,6 mm)
Dosagem de referência (7.50-16 / 8.25-16) 500 ml por câmara
Aplicação Única, sem validade interna e sem reaplicação

Aplicação em Aeroportuario? Fale com a fábrica para dimensionar o produto TEX certo.

Ver Aeroportuario →

Perguntas frequentes — Vedação de pneu em Laboratórios Móveis de Calibração de Auxílios à Navegação

Dúvidas reais sobre o termo, respondidas pela equipe técnica TEX (alinhadas ao manual).

Um furo na estrada vicinal de acesso a um NAVAID remoto ainda pode parar o laboratório móvel?

Com o TEX PRO PLUS aplicado, o furo é vedado em segundos, antes de o veículo parar. O tampão de fibras de Kevlar/aramida segura a pressão e a equipe completa o percurso até o auxílio. A parada por pneu deixa de ser um evento de rota.

O peso dos equipamentos de calibração (800 kg a 1,2 t) exige dose diferente de selante?

A dose é proporcional ao pneu, não ao peso do equipamento. Para o pneu 7.50-16 ou 8.25-16 típico de caminhão leve, são 500 ml por câmara — kit completo para dois eixos. A carga elevada comprime a carcaça, e o selante veda também microfissuras de fadiga que nascem dessa sobrecarga.

Como o TEX PRO PLUS evita um NOTAM por atraso na calibração de VOR/ILS?

O NOTAM nasce quando a calibração é remarcada; a remarcação nasce do veículo parado por pneu. O selante mantém o laboratório móvel disponível na janela agendada, vedando o furo sem necessidade de socorro. A consequência direta é a janela cumprida e a restrição de voos não emitida.

O selante pode afetar o equipamento de navegação a bordo do laboratório móvel?

Não. O produto fica confinado dentro do pneu e não toca o sistema de calibração nem a aeronave. A química é neutra (pH 7 a 8), sem colas ou adesivos, e não emite nada para o ambiente. A recomendação de ANAC e DECEA regulamenta o equipamento de navegação; o pneu do veículo de suporte segue a manutenção veicular comum.

Pneu de laboratório móvel em rampa de aeroporto, sob sol forte, degrada mais rápido. O selante atua nisso?

A exposição a UV degrada a borracha por fora — o selante atua por dentro, retardando o colapso da câmara por estresse térmico. Além disso, a faixa térmica de -30 °C a +140 °C cobre o calor de pista e o componente dissipa calor, ajudando a carcaça a rodar até 30 °C mais fria.

O TEX PRO PLUS veda qualquer furo no pneu do laboratório?

Ele veda furos de até 12 mm na banda de rodagem — ou mais, dependendo da carcaça. Furos no ombro ou no flanco, e pneus rasgados, cortados ou arrombados, não são cobertos pela dose padrão. Mais de 90% dos furos reais ocorrem na banda de rodagem, dentro do limite.

Por que a capacidade é 'até 12 mm' e não um valor garantido?

O selante age por ancoragem física: o tampão se prende à estrutura do pneu. Quanto melhor a carcaça — dureza da borracha, lonas, qualidade do pneu — maior o fator de vedação. Sem estrutura íntegra, não há vedação; por isso o manual trabalha com teto, não com promessa fechada.

A aplicação do TEX PRO PLUS pode ser documentada para o contrato com o DECEA?

Sim. O produto entra como manutenção preventiva no plano de manutenção do veículo de suporte, com ficha técnica e FISPQ. Isso é o oposto de improviso: é procedimento registrável que sustenta o cumprimento do contrato de suporte logístico.

O selante desbalanceia o pneu ou interfere nos sensores TPMS?

Não. O gel faz balanceamento hidrodinâmico: preenche microdeformações durante a rolagem e mantém o conjunto equilibrado. A fórmula é segura para TPMS e não contém colas nem adesivos.

Em quanto tempo a equipe aplica o produto e quando o pneu fica pronto?

Qualquer mecânico aplica em 15 a 20 minutos, pela válvula, com bomba BT300 ou bag de auto aplicação. Depois, calibra-se 15 PSI acima da pressão ideal, roda-se para uniformizar e ajusta-se a pressão de trabalho. O procedimento entra na rotina sem parada adicional do laboratório.

O pneu do laboratório móvel pode seguir para recapagem depois de usar o selante?

Sim. Toda a linha TEX é biodegradável e solúvel em água: na hora da reforma, o selante sai na lavagem, não agride a carcaça e não inviabiliza a recapagem. Uma única aplicação dura até o pneu ser desmontado para a reforma.

Em que condição não se deve aplicar o TEX PRO PLUS no laboratório móvel?

Não aplicar em pneu careca (sulco abaixo de 5 mm), nas barras TWI de 1,6 mm, deformado, com aro empenado ou com defeito de freio/suspensão/desalinhamento. Pneu rasgado, cortado ou arrombado também não é caso de selante. O produto protege a estrutura sadia; não substitui a troca.

Precisa aplicar isso na prática?

Fale direto com a fábrica no WhatsApp e receba a recomendação técnica para o seu veículo e uso.