Glossário técnico · Por Jean Hebert

Vedação de pneu em O Navegador / Co-piloto

Em resumo · Vedação preventiva de furos de até 10 mm na banda de rodagem de pneu de rally, aplicada uma vez, que evita a parada do navegador/co-piloto para troca de pneu.

Também chamado de: navegador-co-piloto, co-piloto de rally, navegador de rally, vedação para navegador de rally.

O navegador não troca pneu: a especial decide

No rally off-road, a dupla piloto/navegador não leva mecânico dentro da especial. Quando o pneu fura, quem desce é o co-piloto — com capacete integral, luvas de couro e cinto de cinco pontos, em terreno irregular e sob sol forte. Essa operação dobra o tempo normal de reparo e custa mais do que os 15 minutos da troca: são posições perdidas que não se recuperam na mesma etapa. Para o navegador, parar para garantir pneu novo é uma aposta contra a própria navegação: a parada quebra o ritmo, tira o foco do road book e obriga a dupla a recompor o sincronismo. A alternativa preventiva é a vedação interna aplicada antes da prova, que elimina a troca para a maioria dos furos reais de rally — espinhos, pregos, fragmentos metálicos e pedras pontiagudas na banda de rodagem.

O TEX OFF ROAD, linha de referência para rally, forma um tampão físico com microfibras de aramida (Kevlar) e gel de alta viscosidade. O plug se monta no próprio furo pela diferença de pressão entre o interior e o exterior do pneu, mesmo nas pressões baixas de rally (em torno de 10 PSI). Ou seja, o selante não depende de calibragem alta: depende de haver um ponto de escape de ar e de a carcaça estar sadia. A capacidade de vedação na banda de rodagem é de até 10 mm para o TEX OFF ROAD; quem quiser margem extra pode usar o TEX PRO PLUS, com capacidade de até 12 mm ou mais, conforme a estrutura do pneu. Furos acima do limite, ou rasgos e cortes de parede, seguem sendo caso de reparo mecânico — mas são exceção, não a regra do rally.

A vantagem competitiva de quem não para

Numa prova de navegação, o tempo acumulado de uma parada não é o único prejuízo. O furo mexe com a cabeça da dupla: o piloto passa a andar tenso e erra o waypoint seguinte; o navegador perde a concentração no road book. O TEX OFF ROAD remove a variável pneu da equação mental — o pneu permanece calibrado do quilômetro zero ao fim da especial, e a dupla mantém o foco no que decide a prova: navegação e pilotagem. O regulamento de provas como o Sertões permite o uso de selante e não limita o número de furos que ele pode vedar; o produto já registrou dezenas de furos vedados no mesmo pneu ao longo de uma etapa.

Ter um técnico de pneu na equipe não elimina o problema: ele está no box e no parque fechado, não na especial. No trecho de 400 km sem assistência, a única oficina disponível é o selante já instalado dentro da montagem. A comparação correta, portanto, não é selante versus pneu novo, e sim parar para trocar versus continuar navegando. O piloto que prefere parar para garantir está, na prática, garantindo a perda de posições construídas especial a especial. Por isso, para o navegador, a ação preventiva vale mais do que qualquer protocolo de troca rápida.

Aplicação: critérios, dose e cuidados do navegador

O selante é aplicado antes da prova, uma única vez, sem reaplicação e sem validade interna. Após a dose, calibra-se o pneu com 15 PSI acima da pressão ideal, roda-se para uniformizar o gel e então ajusta-se a pressão de trabalho. Não se deve quicar o conjunto roda-pneu depois da uniformização — o gel volta a se acumular. A dose para um carro de rally segue a tabela do manual; para automóveis, a conta é (largura × perfil × aro) × 3,6 para perfis até 40 e × 3 para perfis acima de 40. Em pneus com maior movimentação ou em casos de furos além do ombro, a dose pode ser ajustada acima da tabela.

Antes de aplicar, o pneu precisa ter sulco mínimo de 5 mm e estrutura sadia, sem rasgos, cortes ou desgaste até o TWI. O TEX OFF ROAD tem pH entre 7,0 e 8,0 (neutro), com anticorrosivos, e opera numa faixa térmica de -30 °C a +140 °C — compatível com o calor de uma especial longa. Ele não contém colas nem adesivos e não interfere no balanceamento: o gel atua por balanceamento hidrodinâmico, preenchendo microdeformações durante a rolagem. Para o navegador, o ganho é direto: pneu vedado nas quatro rodas, foco na planilha e zero parada não programada no meio da especial. A mesma lógica vale para outras disputas fora de estrada, como a vedação de pneu em competição rally, sempre com a aplicação única e a estrutura do pneu como critério de segurança.

Especificações técnicas — Vedação de pneu em O Navegador / Co-piloto
Capacidade de vedação — TEX OFF ROAD até 10 mm na banda de rodagem
Capacidade de vedação — TEX PRO PLUS até 12 mm ou mais, conforme a carcaça
pH 7,0 a 8,0 (neutro)
Faixa térmica -30 °C a +140 °C
Aplicação única, sem reaplicação
Sulco mínimo 5 mm

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Perguntas frequentes — Vedação de pneu em O Navegador / Co-piloto

Dúvidas reais sobre o termo, respondidas pela equipe técnica TEX (alinhadas ao manual).

Por que a troca de pneu é mais crítica para o navegador do que para o piloto?

Porque é o navegador/co-piloto quem executa a troca, com capacete integral, luvas de couro e cinto de cinco pontos — equipamento que dobra o tempo normal de reparo. Além dos 15 minutos de troca, há os minutos de posições perdidas e a quebra do ritmo de navegação. Com o selante, quem navega continua navegando; não vira mecânico no meio da especial.

Piloto prefere parar e garantir pneu novo do que arriscar com selante. Essa objeção faz sentido?

A preferência é compreensível, mas a conta é desfavorável: parar na especial custa posições que não se recuperam na mesma etapa, e o campeonato se constrói especial a especial. O TEX OFF ROAD não é aposta — é sistema físico de vedação com microfibras de aramida. A decisão racional é eliminar a parada antes que ela aconteça.

Que tipo de furo o TEX OFF ROAD veda em provas de rally?

Ele veda furos de até 10 mm na banda de rodagem, que são a esmagadora maioria nos ralis: espinhos, pregos, fragmentos metálicos e pedras pontiagudas. O plug de Kevlar e o gel de alta viscosidade formam um tampão flexível no ponto de escape de ar. Furos acima do limite ou rasgos de parede exigem reparo convencional — exceção, não regra.

Selante funciona com as pressões baixas de rally, como 10 PSI?

Funciona. O que forma o plug não é a pressão alta, e sim o diferencial de pressão entre o interior e o exterior do pneu, que existe em qualquer furo. O TEX OFF ROAD é desenvolvido para as pressões baixas do off-road. Por isso mantém a vedação mesmo com calibragem reduzida para ganho de tração.

O regulamento do Sertões permite o uso de selante?

Permite, e não limita o número de furos que o produto pode vedar. O TEX OFF ROAD já vedou dezenas de furos no mesmo pneu ao longo de uma etapa. Isso significa que uma única aplicação cobre a especial inteira, sem necessidade de reaplicação no percurso.

Se a equipe tem um técnico de pneu, ainda faz sentido usar selante?

O técnico de pneu fica no box e no parque fechado, não na especial. No trecho de 400 km sem assistência, a única oficina disponível é a que já está dentro do pneu. O TEX OFF ROAD é o técnico que cabe nos 400 ml da montagem e atua onde o profissional real não chega.

Um furo afeta apenas o tempo ou também a navegação?

Afeta a psicologia da dupla. Depois de um furo, o piloto tende a navegar tenso e erra o waypoint seguinte; o navegador perde a concentração no road book. O selante remove a variável pneu da equação mental, mantendo a sincronia piloto/navegador do quilômetro zero ao fim da especial.

O gel do selante desbalanceia o pneu em alta velocidade no rally?

Não. O gel trabalha por balanceamento hidrodinâmico: preenche microdeformações na rolagem e mantém o equilíbrio dinâmico, de forma semelhante às esferas de balanceamento. Ele não corrige defeito mecânico do conjunto, mas não introduz desbalanceamento.

Qual é o procedimento correto depois de aplicar o TEX OFF ROAD?

Calibrar o pneu com 15 PSI acima da pressão ideal, rodar para uniformizar o gel e então ajustar para a pressão de trabalho. Não quicar o conjunto roda-pneu após a uniformização, pois o gel volta a se acumular. O pneu deve estar com sulco mínimo de 5 mm e estrutura sadia.

Como calcular a dose para o carro de rally?

Para automóveis, a dose é calculada por (largura × perfil × aro) × 3,6 para perfil até 40, ou × 3 para perfil acima de 40; uma medida 225/40 R17, por exemplo, pede 550 ml. Em pneus com maior movimentação ou muitos furos, a dose pode ser ajustada acima da tabela. Vale a referência do manual para cada medida.

O TEX OFF ROAD corrói aro de liga leve ou danifica o pneu em uso severo de rally?

Não. O produto tem pH 7,0 a 8,0 (neutro), com inibidores de corrosão e barreiras contra umidade e oxigênio — protege aro de aço e liga leve. Não contém colas nem adesivos e é compatível com TPMS e recapagem. A carcaça permanece íntegra ao longo da aplicação única.

O que o navegador deve fazer se a etapa tiver furos atípicos fora da banda de rodagem?

A dose padrão cobre a banda de rodagem; ombro e flanco não são cobertos pela dose normal. Para furos fora do padrão, existe o ajuste de nivelamento: referência de volume com água na vertical e replicação da dose corrigida na frota. Isso mantém a proteção onde o rally realmente fura.

O rally usa pneu com câmara; o TEX OFF ROAD funciona com câmara?

Funciona, em pneus com ou sem câmara; os melhores resultados são em tubeless, porque o selante atua direto na parede interna. Em pneus com câmara, a vedação ocorre na câmara e o mesmo plug de Kevlar sela o furo. A aplicação continua sendo única, com a dose indicada para a medida.

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