04 de julho de 2026 · Por Jean Hebert
Capacidade de vedação (mm) do selante no pneu de linha amarela
Em resumo · Em linha amarela, a capacidade de vedação depende do produto e da aplicação: TEX OFF ROAD veda até 10 mm, e TEX OTR atende de 10 a 50 mm+ na banda de rodagem.
Quanto o selante veda em pneu de linha amarela
Em operações de terraplanagem e construção, a resposta correta é objetiva: a capacidade de vedação em milímetros varia conforme o produto e o tipo de pneu. Dentro da linha TEX para esse ambiente, o TEX OFF ROAD veda furos de até 10 mm, enquanto o TEX OTR atende de 10 a 50 mm+, sempre na banda de rodagem. Esse é o ponto central para avaliar se o selante faz sentido em retroescavadeiras, escavadeiras de rodas, motoniveladoras, pás carregadeiras e outras máquinas da categoria OTR e máquinas de movimentação.
Essa leitura precisa ser feita do jeito certo. Capacidade de vedação em mm não significa cobertura irrestrita em qualquer dano do pneu. O selante TEX é um gel de alta viscosidade que se distribui na parede interna e, quando ocorre a perfuração, leva partículas sólidas e fibras de aramida (Kevlar) ao ponto de escape. O gel funciona como agente de ligação e forma um tampão flexível e permanente, com vedação instantânea, desde que o pneu esteja com a estrutura sadia. Em linha amarela, isso importa porque o problema típico do canteiro não é teórico: prego de fôrma, arame, fragmento metálico, pedra e detritos fazem parte da rotina.
O que o número em mm realmente quer dizer
Quando falamos em 10 mm, 12 mm ou 10–50 mm+, estamos falando da dimensão do furo que pode ser vedado na banda de rodagem, onde acontece a grande maioria das perfurações. Segundo o manual, mais de 90% dos furos ocorrem na banda de rodagem, também chamada de footprint. Já ombro e flanco não são cobertos pela dose padrão. Por isso, a leitura técnica nunca deve separar “quantos mm veda” de “onde foi o dano”.
No caso de linha amarela, essa distinção evita erro de expectativa. Uma perfuração típica na banda de rodagem, com o pneu ainda estruturalmente íntegro, é o cenário em que o selante trabalha. Já um pneu rasgado, cortado ou arrombado não é caso de selante. Da mesma forma, se a perfuração ultrapassa a área de cobertura normal ou se há muitos furos no mesmo pneu, a dosagem pode exigir ajuste acima da tabela.
Também é essencial respeitar o estado do pneu antes da aplicação. O manual determina sulco mínimo de 5 mm para aplicar. Se o pneu estiver no TWI de 1,6 mm ou abaixo, a orientação é troca, não blindagem. Não se aplica em pneu careca, defeituoso, desbalanceado, com aro empenado, nem em conjunto com falhas de freio, suspensão ou desalinhamento. Selante preventivo não substitui manutenção mecânica.
TEX OFF ROAD e TEX OTR na construção e terraplanagem
Para máquinas e pneus submetidos a ambiente agressivo, a TEX trabalha com famílias específicas. O TEX OFF ROAD atende aplicações até 10 mm. Já o TEX OTR atende uma faixa de 10 a 50 mm+, indicada para operações severas de OTR e movimentação pesada. Em ambos os casos, a lógica é a mesma: o produto precisa ser compatível com a realidade do pneu e da operação, não apenas com o nome da máquina.
Nos trechos de campo do setor de construção civil e linha amarela, esse ponto aparece com clareza. Em retroescavadeiras, por exemplo, a objeção comum é: “o furo da obra é grande demais; selante não aguenta carga”. A resposta técnica é que o desempenho deve ser avaliado dentro da faixa de vedação do produto e na banda de rodagem. Em aplicações com TEX PRO PLUS, o corpus registra vedação de até 12 mm e acima na banda de rodagem; já em TEX OTR, o registro é de 10 a 50 mm+. Em outras palavras: não se usa um único padrão para toda máquina de construção. A seleção correta do produto é o que define aderência ao risco operacional.
Para conhecer as famílias disponíveis por aplicação, vale consultar o catálogo e o manual. Se a operação combina pneus de equipamentos de apoio ou veículos de canteiro, também pode fazer sentido comparar com soluções de utilitários ou de pneus rodoviários de carga, ônibus e caminhão, sempre respeitando o segmento correto.
O que o selante faz na máquina — e o que ele não promete
Em linha amarela, outra dúvida recorrente é se o selante altera estabilidade, escavação, nivelamento ou comportamento dinâmico da máquina. Não altera. O produto fica 100% interno ao pneu e atua como insumo de manutenção do conjunto pneumático, sem contato com caçamba, braço hidráulico ou sistemas da máquina. Além da vedação, ele promove balanceamento hidrodinâmico, preenchendo microdeformações durante a rolagem para gerar equilíbrio dinâmico. Isso ajuda a operação sem criar peso pontual e não desbalanceia. Ao mesmo tempo, é importante dizer com precisão: balanceamento hidrodinâmico não corrige defeito mecânico.
O TEX também não depende de cola ou adesivo. A composição usa polímeros e fibras de aramida, com pH neutro entre 7,0 e 8,0, além de anticorrosivos. Isso significa que não corrói o aro, é seguro para TPMS e é compatível com recapagem, porque é solúvel em água na hora do serviço. Em campo, isso reduz a preocupação com resíduos, manchas e desmontagem futura.
Outro ponto importante para construção e terraplanagem é a permanência da proteção. A aplicação é única e acompanha toda a vida útil do pneu. Em operação pesada, isso simplifica o plano de manutenção porque não cria rotina de reaplicação. Some-se a isso a ampla faixa de trabalho, de -30 °C a +140 °C, adequada a ambientes severos de uso.
Como interpretar a objeção sobre “furos muito grandes”
A objeção mais honesta desse segmento é também a mais importante: existem danos que não são de selante. Se houver um furo extremo com ruptura de carcaça, corte ou rasgo, o procedimento correto é tratar como avaria estrutural do pneu. Nenhum gestor técnico sério deve prometer o contrário.
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