Glossário técnico · Por Jean Hebert

Ensaio

Em resumo · Procedimento sistemático e controlado, baseado em normas técnicas ou protocolos internos, para avaliar e quantificar propriedades específicas de um produto, como capacidade de vedação, viscosidade, pH e compatibilidade com materiais, garantindo que ele atenda às especificações de performance, segurança e qualidade.

Também chamado de: Teste de Performance, Ensaio de Laboratório, Teste de Validação, Controle de Qualidade.

A Importância dos Ensaios no Desenvolvimento de Selantes

No desenvolvimento de um selante preventivo de alta performance, o termo “ensaio” representa o pilar fundamental que sustenta a eficácia e a segurança do produto. Um ensaio é um conjunto de procedimentos técnicos, executados em condições rigorosamente controladas, que visa medir, verificar e validar cada uma das propriedades prometidas por uma formulação. Para a TEX Selantes, cada produto em nosso catálogo é o resultado de um extenso programa de ensaios laboratoriais e de campo, que garantem que a tecnologia entregue ao mercado seja robusta, confiável e consistente. A condução desses testes, supervisionada por nosso Químico Responsável, Emerson Oliveira do Nascimento (CRQ 2ª Região Nº 02411957), segue tanto normas internacionais consagradas quanto protocolos internos desenvolvidos para simular as condições mais severas de operação.

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A finalidade dos ensaios transcende a simples verificação. Eles são a base para a inovação, permitindo o ajuste fino de componentes como as fibras de aramida e os polímeros que compõem nosso gel de alta viscosidade. É através de ensaios comparativos e de estresse que determinamos a formulação ideal para cada segmento, seja para uma motocicleta de alta cilindrada ou um trator de aplicação florestal. Sem um protocolo de ensaios abrangente, seria impossível garantir que um selante mantenha sua estabilidade, não agrida os componentes do pneu e, principalmente, cumpra sua função de vedação instantânea quando mais se precisa.

Parâmetros Avaliados nos Ensaios de Performance da TEX

A confiança em um selante é construída sobre dados quantificáveis, obtidos através de uma bateria de ensaios específicos. Cada parâmetro é meticulosamente analisado para assegurar a máxima performance e segurança.

Capacidade de Vedação: Este é o ensaio mais crítico. Simulamos perfurações na banda de rodagem com objetos de diâmetros controlados para determinar o limite de vedação de cada fórmula. Para a linha TEX FLORESTAL, por exemplo, os ensaios validam a capacidade de vedar furos de 10 a 20 mm, e em alguns casos até superiores, dependendo da integridade estrutural do pneu. É crucial distinguir que estes ensaios se aplicam a perfurações, não a cortes ou rasgos laterais, que comprometem a carcaça do pneu.

Propriedades Físico-Químicas: A longevidade e segurança do selante dependem de seu equilíbrio químico. Realizamos ensaios de pH para garantir que a formulação se mantenha na faixa neutra de 7,0 a 8,0. Um pH ácido (<7) poderia acelerar a oxidação do aro, enquanto um pH excessivamente básico (>8) também pode ser corrosivo. Nossos produtos contêm agentes anticorrosivos cuja eficácia é validada por esses testes. A viscosidade é outra propriedade vital, medida por ensaios que seguem padrões como ASTM D2196 e D445, assegurando que o gel tenha a consistência ideal para aderir à parede interna do pneu e agir rapidamente no ponto de fuga de ar. A estabilidade térmica é confirmada em ensaios que submetem o produto a uma ampla faixa de temperatura, de -30 °C a +140 °C, garantindo seu funcionamento em qualquer condição climática do Brasil.

Compatibilidade e Segurança: Testes rigorosos confirmam que o selante é quimicamente inerte aos componentes internos do pneu e da roda. Ensaios de compatibilidade garantem que o produto é seguro para sensores de monitoramento de pressão (TPMS) e não interfere em seu funcionamento. Adicionalmente, validamos que a formulação é solúvel em água, o que comprova sua total compatibilidade com o processo de recapagem, sem deixar resíduos que possam comprometer a adesão da nova banda de rodagem.

Da Bancada ao Campo: Validando a Eficácia em Aplicações Reais

Embora os ensaios de laboratório sejam essenciais para o desenvolvimento da fórmula, a validação final ocorre em campo. Os resultados obtidos em ambiente controlado são confrontados com o desempenho em condições reais de uso, em diversas frotas e segmentos, desde veículos utilitários a equipamentos OTR. Essa etapa é crucial para refinar as tabelas de dosagem recomendadas em nosso manual técnico, que correlacionam o tipo de operação e o tamanho do pneu com o volume de selante necessário para uma proteção eficaz.

Os ensaios de campo também permitem observar e comprovar benefícios secundários, como o balanceamento hidrodinâmico. Em testes dinâmicos, verificamos que a distribuição homogênea do selante preenche microdeformações na superfície interna do pneu durante a rolagem, contribuindo para um equilíbrio dinâmico e uma rodagem mais suave. Contudo, é importante notar que os ensaios demonstram que, para que o selante atinja seu potencial máximo, o conjunto roda-pneu deve estar em boas condições. A aplicação em pneus com sulco mínimo inferior a 5 mm, com defeitos estruturais, desbalanceados ou em veículos com problemas de suspensão e alinhamento, não é recomendada. A performance superior, comprovada em ensaios, é alcançada preferencialmente em pneus sem câmara de ar, onde a ancoragem das fibras e polímeros é mais eficiente. Em suma, cada ensaio, do laboratório à estrada, é um passo que reafirma o compromisso da TEX com a excelência técnica e a confiança de nossos clientes.

Especificações técnicas — Ensaio
Faixa de pH (Ensaio de Corrosividade) 7,0 a 8,0 (Neutro)
Estabilidade Térmica (Ensaio de Temperatura) -30 °C a +140 °C
Padrão de Ensaio (Viscosidade) ASTM D2196 / D445
Capacidade de Vedação (Ensaio Florestal) 10 mm a 20 mm+
Condição Mínima para Aplicação (Ensaio de Campo) Sulco do pneu com 5 mm

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Perguntas frequentes — Ensaio

Dúvidas reais sobre o termo, respondidas pela equipe técnica TEX (alinhadas ao manual).

O que é um ensaio de vedação de selante?

É um teste controlado onde perfuramos um pneu tratado com selante usando um objeto de diâmetro conhecido. O objetivo é medir a capacidade máxima de vedação instantânea do produto, expressa em milímetros, sob condições de pressão e rotação.

Como a TEX garante que o selante não corrói o aro?

Através de ensaios de pH e de imersão de materiais. Garantimos que a formulação permaneça em uma faixa de pH neutro (7,0 a 8,0) e contenha inibidores de corrosão, cuja eficácia é validada em testes de longa duração.

Existem testes para a compatibilidade do selante com sensores TPMS?

Sim. Realizamos ensaios específicos para verificar se o selante, por sua composição química e física, interfere no funcionamento dos sensores de monitoramento de pressão dos pneus. Nossos testes validam que não há qualquer tipo de obstrução ou dano.

Qual norma é utilizada para medir a viscosidade do selante?

A viscosidade dos selantes TEX é avaliada em ensaios que seguem metodologias de padrões internacionais, como a ASTM D2196 e a ASTM D445. Esses testes garantem que o produto tenha a fluidez correta para cobrir a banda de rodagem de forma eficaz.

Os ensaios de performance são feitos em pneus com ou sem câmara?

Os ensaios são realizados em ambos os tipos, mas os melhores resultados de vedação são consistentemente obtidos em pneus sem câmara (tubeless). A estrutura do pneu tubeless permite uma ancoragem superior das fibras e polímeros, otimizando a formação do tampão de vedação.

Como os ensaios determinam a capacidade de vedação em milímetros?

Utilizamos objetos perfurantes com diâmetros calibrados e padronizados. O pneu é perfurado em rotação, e a capacidade de vedação é definida pelo maior diâmetro que o selante consegue obstruir de forma instantânea e permanente, sem perda de pressão significativa.

O que um ensaio de estabilidade térmica avalia?

Este ensaio verifica se o selante mantém suas propriedades de viscosidade e vedação quando submetido a temperaturas extremas. Validamos a performance do produto na faixa de -30 °C a +140 °C, assegurando sua eficácia em todas as regiões e condições de operação.

Por que os ensaios de vedação focam na banda de rodagem?

Porque estatisticamente mais de 90% dos furos ocorrem na banda de rodagem, a área de contato com o solo. As paredes laterais (flancos) e ombros não são cobertos pela camada de selante com a dosagem padrão, pois não possuem a mesma força centrífuga para reter o produto.

O balanceamento hidrodinâmico é validado por ensaios?

Sim, através de ensaios dinâmicos em equipamentos de balanceamento. Estes testes demonstram que o selante se distribui uniformemente pela superfície interna, compensando pequenas irregularidades e contribuindo para o equilíbrio do conjunto em movimento.

Os testes validam a aplicação única do produto?

Sim, os ensaios de durabilidade e envelhecimento acelerado confirmam que a formulação permanece estável e funcional durante toda a vida útil do pneu. Isso comprova que o produto não requer reaplicação ou manutenção.

Como os ensaios ajudam a definir a dosagem correta?

Realizamos testes com diferentes volumes de selante em diversas medidas e tipos de pneus. A dosagem ideal é aquela que garante a formação de uma camada protetora eficaz em toda a banda de rodagem, sendo determinada pela relação entre volume, rotação e dimensão do pneu.

Um ensaio pode prever a vida útil do selante dentro do pneu?

Sim, através de ensaios de envelhecimento acelerado. Nesses testes, o produto é exposto a condições que simulam anos de uso em poucos meses, como variações de temperatura e estresse químico, validando que suas propriedades se mantêm ativas por toda a vida útil do pneu.

O que significa um resultado de ensaio de pH neutro?

Significa que o selante não é ácido nem excessivamente alcalino, operando em uma faixa segura que não ataca quimicamente os componentes metálicos da roda, como o aço ou o alumínio, nem a estrutura de borracha e nylon do pneu.

Existem ensaios específicos para o segmento florestal?

Sim. Para o segmento florestal, os ensaios são mais rigorosos, utilizando objetos perfurantes de maior diâmetro (10 a 20 mm ou mais) para simular as condições severas da operação, como o contato com tocos e galhos pontiagudos.

A compatibilidade com a recapagem é testada?

Com certeza. Ensaios práticos demonstram que o selante é facilmente removido com água durante a preparação da carcaça para a recapagem. Isso garante que não haja resíduos que possam comprometer a adesão da nova banda de rodagem.

Por que os ensaios indicam um sulco mínimo para aplicação?

Porque a eficácia do selante depende da integridade estrutural do pneu. Um pneu com sulco abaixo do mínimo legal (TWI) ou recomendado (5 mm para aplicação) já está com sua carcaça fatigada, o que compromete a capacidade de retenção do tampão de vedação.

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