Glossário técnico · Por Jean Hebert
Anel de Reforço
Em resumo · Componente da bomba dosadora TEX que regula o curso de injeção, garantindo a dose exata de selante por pneu e evitando subdosagem que deixa a carcaça desprotegida.
Também chamado de: anel ajustável, anel da bomba BT300, limitador de curso da bomba, guia de dosagem BT300.
O anel ajustável da bomba BT300
O anel de reforço é o anel ajustável no centro da bomba dosadora BT300 da TEX. Ele funciona como limitador de curso: o aplicador solta o anel, posiciona a base no nível de curso pretendido e prende. A partir daí, cada curso injeta um volume fixo de selante. Com o anel na posição completamente levantada, a BT300 injeta 300 ml por curso — a referência máxima de uma aplicação típica. Em bombas com marcações na haste metalizada, cada ciclo corresponde a 50 ml, e a marcação deve ficar visível sob a base do anel para leitura precisa. Nas bombas atuais, sem os marcadores, a referência é um vaso graduado em ml/L: observa-se o volume deslocado e anota-se para replicar na frota.
O anel existe por um motivo operacional: o selante TEX é de aplicação única e dura toda a vida útil do pneu — não existe “completar depois”. A dose tem de sair certa na primeira vez. Subdosagem deixa a banda de rodagem desprotegida; superdosagem aumenta custo e, em pneus com câmara ou com espuma de reforço (como os run-flat), pode desbalancear o conjunto. O anel converte a dosagem em procedimento repetível, independente do operador.
Como calcular a dose? Para automóvel, (largura × perfil × aro) × 3,6 quando o perfil é ≤ 40 — um 225/40R17 pede 550 ml — e ×3 quando o perfil é > 40. Para moto, (altura em polegadas × largura em polegadas) × 0,066, mínimo de 240 ml; a fórmula é sempre em polegadas. Pneus de menor movimentação, como trator, pedem dose maior; furos múltiplos ou além do ombro também. As fórmulas e a tabela completa estão no /manual/.
Pneu reforçado não dispensa o anel
A objeção mais comum — “minha furgoneta já tem pneu reforçado de carga” ou “minha caminhonete tem pneu AT” — esbarra na anatomia do pneu. O pneu reforçado tem paredes laterais mais rígidas para suportar peso; a banda de rodagem, onde entram os pregos, é construída para aderência e durabilidade, não para blindagem contra perfuração. Um prego de 4 mm perfura pneu de carga com a mesma facilidade que perfura pneu de passeio — às vezes maior, porque a pressão mais alta ajuda a “sugar” o objeto para dentro. O reforço estrutural não cobre o cenário que o selante cobre; o anel de reforço da bomba é o que garante a dose certa para vedar a banda de rodagem.
Isso vale em várias operações: a furgoneta de entrega urbana que fura no meio da rota perde SLA; o viajante interestadual que fura a 200 km do destino com a família a bordo vira caso de guincho; a pickup blindada que murcha na avenida, com 2.000–3.500 kg, destrói a carcaça em 200 m se rodar no aro; o overland na Chapada dos Veadeiros está a 80–120 km de qualquer borracharia. Em todos, a proteção real está no selante bem dosado — e a dose começa no anel.
Para pneus run-flat, o anel também responde a uma dúvida recorrente: o selante não entra em contato com a espuma de reforço lateral, porque o gel se distribui na banda de rodagem por força centrífuga — são zonas diferentes do pneu. O ECCO TEX PREMIUM é solúvel em água, sai com a mangueira em minutos e não deixa resíduo nem mancha aro cromado. Não há objeção técnica documentada de concessionárias, como detalha o /blog/o-que-e-blindagem-de-pneu/.
O anel na rotina de frota e campo
Na rotina de uma frota, o anel ajustável padroniza a dose por medida de pneu: cada modelo entra na tabela ou na fórmula, o anel é fixado no curso correspondente e o aplicador injeta o volume exato. Para furos fora do padrão, como o caso documentado da fazenda de dendê — espinho de palma perfurando acima do nivelamento padrão do selante —, a correção foi ajustar o nivelamento, não trocar de produto.
A BT300 e o anel fazem parte do ferramental de aplicação TEX, que inclui saca-válvula, jarro graduado, manômetro e trena. Após injetar a dose, calibra-se com 15 PSI acima da pressão ideal, roda-se para uniformizar e ajusta-se a pressão de trabalho — sem quicar o conjunto roda-pneu depois da uniformização, para o gel não se acumular. O selante tem pH 7,0 a 8,0, neutro, e atua de −30 °C a +140 °C, preservando aro, TPMS e a possibilidade de reforma. A conta fecha em dois KPIs: cada parada evitada é uma rota que não estoura o SLA, e o custo do tratamento fica, em média, entre 10% e 15% do custo de um pneu novo. O anel de reforço é onde essa economia começa: a dose certa, na primeira vez, uma única vez.
| Função | Limita o curso de injeção da bomba dosadora, fixando o volume de selante por aplicação |
|---|---|
| Volume por curso na BT300 | Até 300 ml com o anel na posição completamente levantada |
| Referência de medição | Marcações de 50 ml na haste metalizada (quando houver) ou jarro graduado em ml/L |
| Dosagem para automóvel (perfil ≤ 40) | (largura × perfil × aro) × 3,6 — ex.: 225/40R17 → 550 ml |
| Dosagem para automóvel (perfil > 40) | (largura × perfil × aro) × 3 |
| Dosagem para moto | (altura em polegadas × largura em polegadas) × 0,066 — mínimo 240 ml |
| Faixa térmica do selante | -30 °C a +140 °C |
| pH do selante | 7,0 a 8,0 (neutro) |