Glossário técnico · Por Jean Hebert
Desgaste por histerese
Em resumo · Tipo de desgaste interno do pneu causado pela perda de energia, convertida em calor, durante os ciclos de deformação e recuperação da borracha a cada rotação. Este fenômeno de aquecimento interno acelera a degradação dos compostos elastoméricos, sendo distinto do desgaste por abrasão, que ocorre pelo atrito com a superfície de rolamento.
Também chamado de: desgaste por calor interno, fadiga térmica do pneu, perda por histerese.
O que é o Desgaste por Histerese e como afeta o pneu?
O desgaste por histerese é um processo de degradação interna e termicamente induzida que ocorre em todos os pneus pneumáticos. O termo “histerese” refere-se à propriedade de materiais, como a borracha, de dissiparem energia na forma de calor quando submetidos a ciclos de carga e descarga. No contexto de um pneu, a cada rotação completa, a área em contato com o solo (a banda de rodagem) é achatada sob o peso do veículo e, em seguida, retorna à sua forma original. Essa deformação e recuperação contínua gera atrito interno entre as cadeias de polímeros do composto de borracha.
Para o panorama completo do segmento, veja o guia completo de blindagem de pneu.
Essa fricção interna não é perfeitamente elástica; parte da energia mecânica usada para deformar o pneu é perdida, sendo convertida e liberada como calor. Esse aquecimento interno é a manifestação direta da histerese. Quando a geração de calor excede a capacidade do pneu de dissipá-lo para o ambiente, a temperatura interna da carcaça aumenta progressivamente. As consequências diretas desse aquecimento são severas: acelera o envelhecimento dos compostos de borracha, tornando-os mais rígidos e quebradiços; aumenta a resistência ao rolamento, o que impacta negativamente o consumo de combustível; e, em casos extremos, pode comprometer a integridade estrutural do pneu, levando a falhas como a separação de lonas ou da banda de rodagem. É fundamental distinguir este fenômeno do desgaste por abrasão, que é a perda de material causada pelo atrito externo com a superfície da via.
Fatores que Aceleram a Histerese e o Papel da Calibragem
O principal fator que intensifica o desgaste por histerese é a baixa pressão de ar, ou subinflação. Um pneu com calibragem abaixo da recomendada pelo fabricante sofre uma deflexão muito maior em seus flancos e ombros a cada rotação. Esse aumento na amplitude da deformação eleva exponencialmente a quantidade de atrito interno e, consequentemente, a geração de calor. Operar um veículo com pneus mesmo que ligeiramente descalibrados pode aumentar a temperatura interna a níveis perigosos, reduzindo drasticamente a vida útil da carcaça.
Outros fatores que contribuem para o acúmulo de calor por histerese incluem o excesso de carga e a operação em altas velocidades. A sobrecarga aumenta a magnitude da deformação, enquanto a alta velocidade aumenta a frequência dos ciclos de deformação por segundo. A combinação desses fatores é particularmente crítica para veículos de carga e transporte rodoviário. Portanto, a manutenção preventiva do pneu, centrada na verificação e ajuste regular da pressão de ar, é a estratégia mais eficaz para mitigar esse tipo de desgaste. Um pneu que opera consistentemente na pressão correta mantém sua integridade estrutural, minimiza a geração de calor interno e oferece máxima durabilidade e segurança.
Como o Selante TEX Atua na Mitigação do Calor Interno
A aplicação única do selante preventivo TEX oferece uma solução técnica robusta para o gerenciamento da saúde térmica do pneu, atuando diretamente sobre as causas e efeitos do desgaste por histerese. A principal função do gel de alta viscosidade é vedar instantaneamente perfurações e a porosidade natural da borracha, garantindo que a pressão de ar ideal seja mantida por períodos muito mais longos. Ao combater a perda lenta e constante de ar, o selante TEX previne a subinflação, que é a causa raiz do aquecimento excessivo por histerese.
Além da manutenção da pressão, a formulação avançada dos produtos TEX, como o TEX SUPER, incorpora uma tecnologia de resfriamento que auxilia na dissipação do calor gerado internamente, podendo reduzir a temperatura de operação da carcaça. Uma carcaça que trabalha em temperaturas mais controladas sofre menos degradação térmica, o que preserva a elasticidade dos compostos e amplia a vida útil do pneu. Este benefício é especialmente valioso para a indústria de recapagem, pois uma carcaça mais saudável e estruturalmente íntegra tem maior probabilidade de ser aprovada para o processo. Com uma faixa de operação que vai de -30 °C a +140 °C, o selante TEX mantém sua eficácia sob as mais diversas condições, protegendo o pneu contra seu inimigo silencioso: o calor interno.
| pH do Composto | 7,0 a 8,0 (Neutro) |
|---|---|
| Faixa de Temperatura de Operação | -30 °C a +140 °C |
| Compatibilidade | Pneus com e sem câmara de ar |
| Composição Ativa | Fibras de aramida (Kevlar) e polímeros |
| Efeito na Carcaça | Reduz o aquecimento, favorecendo a recapagem |