Glossário técnico · Por Jean Hebert

Vedação de pneu em Biomassa

Em resumo · Vedação preventiva de pneus em usinas de biomassa: selante de alta viscosidade aplicado no interior que veda furos de até 12 mm ou mais na banda de rodagem.

Também chamado de: selante para usina de biomassa, vedação de pneus em usina de cana, proteção de pneu de biomassa, blindagem de pneu para safra de cana, vedação para frota de cana-de-açúcar.

A operação de biomassa e o furo no pneu

Em usina de biomassa, sobretudo usina de cana, o pneu trabalha em condição de carga pesada e solicitação contínua. A frota de colheita e de transporte percorre a estrada de terra entre o campo e a moenda, muitas vezes em regime de 24 horas durante o transbordo. O ambiente é hostil: toco de cana cortado e afiado, pedra solta, resíduo de colheita e cascalho. Nesse cenário, o furo na banda de rodagem é ocorrência esperada, e não exceção — mais de 90% das perfurações atingem exatamente a área de contato do pneu com o solo. A vedação preventiva entra como camada de defesa: um gel de alta viscosidade aplicado no interior distribui-se na parede interna e sela o ponto de escape de ar no momento em que ele se forma. Sem essa proteção, um furo no turno da madrugada se transforma em quebra de abastecimento: toneladas de cana que não chegam à moenda e um processamento que desacelera justamente quando o fluxo deveria ser contínuo.

Como o TEX PRO PLUS sela o pneu da usina

O TEX PRO PLUS é o produto do portfólio TEX para usina de biomassa, com ação de vedação desenhada para frotas pesadas. Ele trabalha por dentro: o gel de alta viscosidade é depositado na parede interna e, no furo, as partículas sólidas e as microfibras de aramida entram no ponto de escape. O gel age como ligante e forma um tampão flexível ancorado na carcaça, de dentro para fora, sem depender de cola ou adesivo. A vedação é praticamente imediata, em milissegundos. Na banda de rodagem, o TEX PRO PLUS veda furos de até 12 mm ou mais — sempre respeitando a lei do “até”, porque o alcance real depende da estrutura e da qualidade da carcaça. Um furo de 12 mm numa carcaça fatigada exige avaliação de especialista; numa carcaça sadia, o tampão se sustenta com folga. A dosagem segue a tabela de aplicação e considera o tipo e o tamanho do pneu; quanto menor a movimentação esperada, maior a dose.

A fórmula é segura para o conjunto roda-pneu. O pH é neutro, entre 7,0 e 8,0, com anti-corrosivos que protegem o aro; não há cola nem adesivo, o que é seguro para TPMS e compatível com recapagem. Na hora do serviço de recapagem, o produto é solúvel em água e não interfere no processo. A faixa de temperatura é ampla, de -30 °C a +140 °C, e cobre tanto a geada da madrugada na serra quanto o calor intenso do meio-dia na lavoura. O selante não tem prazo de validade interno: a aplicação é única, não precisa ser repetida e acompanha a vida útil do pneu enquanto a carcaça permanecer íntegra.

Quando o selante é e não é a solução

A vedação de pneu em biomassa resolve perfuração, não resolve pneu condenado. O pneu precisa estar com estrutura sadia e sulco mínimo de 5 mm. No TWI, barras de desgaste a 1,6 mm, ou abaixo disso, o pneu deve ser trocado, não tratado. Não se aplica em pneu careca, defeituoso, desbalanceado, com aro empenado ou veículo com freio, suspensão ou alinhamento comprometidos. A dose padrão cobre a banda de rodagem, região de maior incidência de furos. Ombro e paredes laterais (flanco) não são cobertos pela dose padrão, e um pneu rasgado, cortado ou arrombado não é caso de selante — o tampão exige um furo com estrutura ao redor para se ancorar. Em situações com muitos furos ou furo além do ombro, a orientação é usar dose acima da tabela com acompanhamento técnico. O produto é preventivo e reparador, dentro do limite de vedação, mas não corrige defeito pré-existente de roda, suspensão ou geometria.

Resultado operacional e cuidados

O uso correto do TEX PRO PLUS na frota de biomassa reduz paradas não planejadas e preserva a continuidade da safra. No manual, o tratamento está associado ao aumento de 25% a 35% na vida útil do pneu, a uma economia de 6% a 8% de combustível e à redução de até 30 °C na temperatura de operação. O gel ainda colabora com o balanceamento hidrodinâmico: ao preencher microdeformações na rolagem, equilibra o conjunto de forma semelhante a esferas de balanceamento, sem desbalancear. Isso não elimina a necessidade de manutenção preventiva — aferição da calibragem, inspeção de carcaça, atenção ao desgaste. A aplicação, que deve seguir a tabela do manual técnico, é única: sem reaplicação e sem validade interna. Em resumo, vedação de pneu em biomassa é uma decisão logística: evita que o furo no campo vire desabastecimento da usina e mantém a moenda rodando dentro do plano de safra.

Especificações técnicas — Vedação de pneu em Biomassa
Segmento de aplicação Energia renovável — Biomassa (usinas de cana)
Produto indicado TEX PRO PLUS
Vedação na banda de rodagem Até 12 mm ou mais, conforme carcaça
Faixa de temperatura -30 °C a +140 °C
pH 7,0 a 8,0 (neutro)
Sulco mínimo para aplicação 5 mm (TWI: 1,6 mm)
Aplicação Única, sem reaplicação e sem validade interna
Ativos Gel de alta viscosidade com microfibras de aramida (Kevlar)

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Perguntas frequentes — Vedação de pneu em Biomassa

Dúvidas reais sobre o termo, respondidas pela equipe técnica TEX (alinhadas ao manual).

O que é a vedação de pneu em biomassa?

É a proteção preventiva aplicada no interior dos pneus de frotas de usinas de biomassa, como colhedoras, caminhões de transbordo e veículos de apoio. Um selante de alta viscosidade percorre a parede interna e veda furos na banda de rodagem no momento em que o ar escapa. Na prática, evita a parada não planejada no campo, que quebra o fluxo de abastecimento da moenda.

Qual produto TEX é indicado para a operação de biomassa?

Para usinas de cana e operações de biomassa, a TEX indica o TEX PRO PLUS. Ele foi dimensionado para carga pesada e stress contínuo da frota de colheita e transbordo, com vedação de até 12 mm ou mais na banda de rodagem. A dosagem é definida pela tabela de aplicação conforme tipo e tamanho do pneu.

Até que tamanho de furo o TEX PRO PLUS veda na banda?

Veda furos de até 12 mm ou mais na banda de rodagem, conforme a estrutura e a qualidade da carcaça. Mais de 90% das perfurações em operação estão dentro desse limite. Acima disso ou com carcaça comprometida, o selante não substitui a avaliação do especialista.

Por que usina de biomassa é considerada operação pesada para pneus?

A cana é carga pesada e a frota de colheita/transporte opera sob stress máximo, muitas vezes em turnos de 24 horas no transbordo campo-usina. O pneu roda sobre tocos de cana cortados, estrada de terra e resíduos afiados, o que torna furo um evento esperado. Por isso o segmento exige produto com alta viscosidade e ação rápida.

Funciona em pneu com câmara e sem câmara?

O TEX PRO PLUS é um selante para pneus pneumáticos, com ar ou com água, com e sem câmara. Os melhores resultados são obtidos em pneus sem câmara (tubeless), porque o gel distribui diretamente na parede interna e o plug ancorado sela o furo com mais eficiência.

A aplicação do selante precisa ser repetida durante a safra?

Não. A aplicação é única e acompanha a vida útil do pneu; não há reaplicação nem validade interna. O selante fica ativo por toda a operação, sem necessidade de reforço entre safras. A única coisa a repetir é a conferência periódica da calibragem e das condições da carcaça.

O selante danifica o aro, o TPMS ou impede a recapagem?

Não. O produto tem pH 7,0 a 8,0, neutro, e contém anti-corrosivos, por isso não corrói o aro. Também é seguro para sensores TPMS e não contém colas nem adesivos; é solúvel em água na hora do serviço, o que mantém a compatibilidade com a recapagem.

Quais furos a dose padrão não cobre?

A dose padrão cobre a banda de rodagem, onde ocorre mais de 90% dos furos. Ombro e paredes laterais não são cobertos pela dose padrão, e pneu rasgado, cortado ou arrombado não é caso de selante. Situações com muitos furos ou furo além do ombro exigem dose acima da tabela e avaliação técnica.

Em que condições de pneu não se deve aplicar o selante?

Não se aplica em pneu careca, defeituoso, desbalanceado, com aro empenado, freio/suspensão com defeito ou desalinhado. O sulco deve ter pelo menos 5 mm; no TWI (1,6 mm) ou abaixo, o pneu deve ser trocado. O selante é preventivo/reparador de furos, não corretor de problema mecânico ou estrutural.

O selante desbalanceia a roda?

Não. Ele promove balanceamento hidrodinâmico: o gel preenche microdeformações na rolagem de forma semelhante a esferas de balanceamento. Ele não desbalanceia e, ao mesmo tempo, não corrige defeito mecânico de roda ou suspensão.

Como o produto age no momento do furo?

O gel de alta viscosidade é distribuído na parede interna e, no ponto de escape, as partículas sólidas e as microfibras entram no furo. O gel age como ligante e forma um plug ancorado na carcaça, de dentro para fora, vedando em milissegundos. O processo é físico, sem cola.

Quais ganhos operacionais a usina observa com a vedação?

O tratamento aumenta a vida do pneu em 25–35%, gera economia de 6–8% em combustível e reduz a temperatura de operação em até 30 °C. O ganho principal é logístico: evita quebra de abastecimento da moenda e mantém o fluxo contínuo na safra.

Selante para biomassa é igual ao usado em carro de passeio?

O TEX PRO PLUS é o produto indicado para usina de biomassa, dimensionado para carga pesada, terreno agressivo e jornada contínua. A dose é definida pela tabela de aplicação conforme o tipo e o tamanho do pneu; por isso, o tratamento da frota da usina não é igual ao de um veículo leve.

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