Glossário técnico · Por Jean Hebert
Vedação de pneu em Frotas de Apoio de Concessionárias de Rodovias
Em resumo · Proteção interna de pneus convencionais em frotas de apoio e conservação de rodovias concessionadas.
Também chamado de: blindagem de pneus em concessionária de rodovias, proteção de pneus em frota de apoio rodoviário, selante para viaturas de patrulha e conservação de rodovia, vedação de pneus em frota de concessão rodoviária.
O cenário da concessão: entulho, acostamento e segundo ponto de atenção
A frota de apoio de uma concessionária de rodovias — viaturas de patrulha, caminhões de conservação, pickups de sinalização e equipamentos de obra — trabalha sobre uma pista que acumula entulho de acidente, fragmento de carga e estilhaço. O ambiente é de obra e tráfego ao mesmo tempo. Nesse cenário, um pneu furado não é apenas um pneu furado: é um veículo parado no acostamento ou dentro da faixa de rolamento, que vira um segundo ponto de atenção para quem trafega e exige sinalização, desvio e equipe de suporte. Quanto mais rápido a ocorrência é atendida, mais o pneu já criou risco. A blindagem preventiva ataca a causa: o furo é vedado no instante em que acontece, e a viatura não chega a parar.
A maior parte dessa frota roda com pneu convencional. As viaturas de patrulha podem usar pneu run-flat, e para elas o selante não é necessário — a própria TEX reconhece esse limite. Mas caminhões de conservação, pickups de apoio, veículos de sinalização e equipamentos de obra usam pneus convencionais, e é nesses pneus que o entulho encontra a banda de rodagem.
Como o TEX PRO PLUS veda a frota de apoio
O produto indicado para este segmento é o TEX PRO PLUS (e o TEX OFF ROAD para aplicações específicas). É um gel de alta viscosidade aplicado por dentro do pneu, com fibras de aramida/Kevlar e polímeros que formam um tampão flexível no ponto de escape de ar. Veda furos de até 12 mm — na banda de rodagem, onde ocorrem mais de 90% das perfurações reais de rodovia. Quando um prego de obra, um parafuso de detrito de colisão ou um fragmento de peça entra no pneu, o gel age como ligante, as fibras fecham o furo em milissegundos e o veículo retoma o patrulhamento sem criar o segundo ponto crítico.
A aplicação é única: o produto permanece no pneu por toda a vida útil, sem reaplicação e sem validade interna. O pneu deve estar com estrutura sadia e sulco mínimo de 5 mm; no TWI (1,6 mm) ou abaixo, o pneu deve ser trocado, não blindado. Além de vedar, a composição tem pH neutro (7,0 a 8,0), não corrói o aro, é compatível com TPMS e não interfere na recapagem. A carcaça calibrada corretamente roda até 30 °C mais fria, o que reduz o acúmulo de calor em operações longas de conservação.
O cálculo da dose segue a medida do pneu: em veículos de passeio e pickups de apoio, a fórmula é (largura × perfil × aro) × 3,6 para perfil ≤ 40, ou × 3 para perfil > 40. Exemplo: (225 × 40 × 17) × 3,6 = 550 ml. Veículos com menor movimentação, como equipamentos de obra, usam dose maior. Se houver muitos furos ou furo além do ombro, a dose deve ser corrigida acima da tabela.
TPMS, run-flat e contrato de concessão
Três dúvidas aparecem em toda frota de concessionária. A primeira é o TPMS: o sensor avisa quando a pressão cai; o TEX impede que ela caia. O produto é compatível com o sensor, não obstrui a válvula nem o módulo, e o monitoramento segue funcionando normalmente. A segunda é o run-flat: onde há run-flat, o TEX não é necessário — e isso é dito com transparência. O foco da blindagem são os pneus convencionais da frota de apoio e conservação. A terceira é o contrato de concessão, que muitas vezes não autoriza modificações nos veículos. O selante não é modificação: é um fluido preventivo aplicado por dentro do pneu, da mesma natureza de calibrar ou trocar um pneu, registrável no plano de manutenção preventiva com ficha técnica e FISPQ.
O resultado operacional é direto: menos paradas não programadas, menos veículos imobilizados no acostamento, menos chamados para a equipe 24h e mais disponibilidade para o serviço principal — liberar a pista, consertar o pavimento, sinalizar a obra e atender a ocorrência. Para o supervisor de obras viárias, a blindagem de pneus deixa de ser evento de manutenção e passa a ser item do plano de manutenção preventiva. Consulte o catálogo da TEX e o manual técnico para detalhes de dose e aplicação.
| Produto indicado | TEX PRO PLUS (TEX OFF ROAD em aplicações específicas) |
|---|---|
| Capacidade de vedação | TEX PRO PLUS: até 12 mm na banda; TEX OFF ROAD: até 10 mm |
| pH | 7,0 a 8,0 (neutro) |
| Faixa térmica | -30 °C a +140 °C |
| Sulco mínimo | 5 mm (TWI: 1,6 mm) |
| Aplicação | Única, por dentro do pneu, sem reaplicação |
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