Glossário técnico · Por Jean Hebert
Aplicação de vedantes em pneus
Em resumo · Aplicação de vedantes em pneus é o processo de introduzir um selante preventivo e reparador no interior de pneus pneumáticos, com ou sem câmara, para distribuir o composto na parede interna e permitir a vedação instantânea de perfurações na banda de rodagem, desde que a estrutura do pneu esteja sadia. A dosagem e o tipo de produto variam conforme o segmento, o tamanho do pneu e a severidade da operação.
Também chamado de: aplicação de selante em pneus, aplicação de vedante, aplicação de selante preventivo, injeção de selante no pneu.
O que é a aplicação de vedantes em pneus
A aplicação de vedantes em pneus é a introdução controlada de um selante preventivo e reparador dentro do pneu para que o composto se distribua na parede interna e atue quando ocorrer uma perfuração na banda de rodagem. Em operação normal, o gel de alta viscosidade circula internamente; quando surge um ponto de escape de ar, fibras de aramida (Kevlar) e polímeros são arrastados até o furo, enquanto o gel atua como ligante para formar um tampão flexível. Esse mecanismo é instantâneo, desde que o pneu tenha estrutura sadia.
Para o panorama completo do segmento, veja o guia completo de blindagem de pneu para motocicletas.
Na prática, a aplicação não é genérica: o tipo de selante e a dose mudam conforme tamanho do pneu, construção, qualidade, segmento e severidade de uso. O sistema atende pneus pneumáticos com ar ou com água, com e sem câmara, embora os melhores resultados sejam obtidos em pneus sem câmara. Para entender o conceito mais amplo de proteção interna, vale consultar /blog/o-que-e-blindagem-de-pneu/ e também os verbetes relacionados em /glossario/como-aplicar-selante-de-pneu/ e /glossario/selante-preventivo/.
Como a aplicação correta é definida
Aplicar corretamente significa respeitar condição mínima do pneu, cobertura real de vedação e dosagem adequada. O selante pode ser usado em pneu novo, usado ou mesmo já furado, mas não deve ser aplicado em pneu careca, no TWI ou abaixo dele, em pneu defeituoso, desbalanceado, com aro empenado, desalinhamento ou falhas de freio e suspensão. O sulco mínimo para aplicar é de 5 mm; as barras TWI são de 1,6 mm, condição em que o pneu deve ser substituído.
A área de atuação mais efetiva é a banda de rodagem, onde ocorre mais de 90% das vedações. Ombro e flanco não são cobertos pela dose padrão, e rasgos, cortes ou arrombamentos de carcaça não são casos de selante. A dosagem sempre segue tabela de aplicação conforme tipo e tamanho do pneu, com um princípio importante: quanto menor a movimentação interna do pneu, maior tende a ser a dose necessária, como ocorre em aplicações agrícolas. Se houver muitos furos ou perfuração além do ombro, pode ser necessária dose acima da tabela.
O procedimento de aplicação por válvula exige medição do volume injetado. No manual TEX, a bomba BT300 trabalha com referência de ciclos de 50 ml e pode injetar até 300 ml por curso totalmente ajustado, sempre como ferramenta de medição; a quantidade ideal continua sendo a indicada na tabela de aplicação. Em pneus com câmara, o manual recomenda câmaras reforçadas, especialmente em motocicletas, com destaque para a TEX TUBELOCK. Em pneus com lastro d’água, a formulação indicada é a linha específica para essa condição. Mais detalhes operacionais podem ser consultados em /manual/.
Requisitos técnicos e efeitos da aplicação
Um ponto central da aplicação é a compatibilidade química e mecânica do composto com o conjunto roda-pneu. O selante TEX trabalha com pH neutro entre 7,0 e 8,0, contém agentes anticorrosivos e não corrói o aro. Também é formulado sem colas nem adesivos, característica relevante para compatibilidade com TPMS, rodas e recapagem. Na recapagem, o material é solúvel em água no momento do serviço, o que favorece o processo de preparação.
A aplicação correta também não deve ser confundida com correção de falhas mecânicas. O selante promove balanceamento hidrodinâmico porque preenche microdeformações durante a rolagem e ajuda no equilíbrio dinâmico do conjunto, sem causar desbalanceamento por si só; ainda assim, não corrige defeitos de suspensão, alinhamento, roda ou pneu estruturalmente comprometido. Sua viscosidade é controlada por ensaios ASTM D2196 e D445, em cP ou mPa·s, justamente para manter comportamento compatível com vedação e circulação interna.
A capacidade de vedação depende do segmento e do produto aplicado. Em motocicletas, a referência vai de 6 mm em soluções para câmara a 7 mm ou 9 mm em outras linhas do segmento; veículos leves podem chegar a 8 mm, 10 mm ou 12 mm conforme a linha; aplicações pesadas, agrícolas, florestais, militares e OTR trabalham com faixas superiores, podendo alcançar 50 mm+ nas formulações corretas para esse uso. Em todos os casos, a regra técnica é não misturar parâmetros de um segmento com outro. Produzido por Betuel Indústria, com responsabilidade química formal e distribuição TEX PARTS, o sistema está detalhado em /catalogo/ e nos conteúdos técnicos de /glossario/aplicacao-unica/ e /glossario/balanceamento-hidrodinamico/.
| Tipo de sistema | Selante preventivo e reparador para pneus pneumáticos |
|---|---|
| Compatibilidade de pneus | Com e sem câmara; com ar ou com água |
| Melhor resultado | Pneus sem câmara (tubeless) |
| Ativos | Fibras de aramida (Kevlar) e polímeros |
| Composição adesiva | Sem colas nem adesivos |
| pH | 7,0 a 8,0 (neutro) |
| Faixa de temperatura | -30 °C a +140 °C |
| Sulco mínimo para aplicar | 5 mm |
| Referência TWI | 1,6 mm |
| Área principal de vedação | Banda de rodagem |
| Compatibilidade com TPMS | Seguro |
| Compatibilidade com recapagem | Compatível; solúvel em água no serviço |
Aplicação em Motocicletas? Fale com a fábrica para dimensionar o produto TEX certo.
Ver Motocicletas →