Glossário técnico · Por Jean Hebert

Perda de calibragem em turno

Em resumo · Perda de pressão do pneu durante o turno de trabalho, por furo, porosidade ou microfissura; sem vedação, interrompe a rota e danifica a carcaça.

Também chamado de: queda de pressão no turno, pneu perdendo calibragem na rota, perda de pressão durante a coleta.

O que é a perda de calibragem em turno

Perda de calibragem em turno é a queda de pressão do pneu durante a jornada de trabalho — o furo que acontece às 4h da manhã na rota do compactador, o vazamento lento da varredora mecânica que percorre 15 km de rua comercial por turno, a microfissura de talão do basculante de entulho carregado no limite. Em coleta urbana, cada pneu descalibrado não é só um pneu murcho: é o setor sem coleta, a rua suja na hora do comércio abrir, a retro ociosa, a obra atrasada, a multa de SLA da prefeitura.

O pneu que roda murcho por 200 m já pode ser condenado: a deformação excessiva aquece e rompe as lonas da carcaça. Ou seja, a perda de calibragem deixa de ser um problema de reparo e vira troca — e o custo da troca multiplica o prejuízo. O TEX PRO PLUS ataca a causa na rua, onde a borracharia não alcança, e complementa o contrato de manutenção: a borracharia continua tratando danos estruturais na garagem; o selante cuida dos furos e da porosidade do dia a dia.

Por que o pneu perde pressão exatamente no turno

Um pneu sadio perde calibragem aos poucos; o ciclo natural de recalibragem recomendado pelos fabricantes é de 10 a 15 dias. Perder pressão em uma única jornada não é envelhecimento: é furo, microfuro, porosidade natural da borracha ou fissura de talão — muitas vezes vinda de uma reforma. O compactador de lixo opera com carga extrema e stress de pneu extremo; o basculante de entulho trabalha com carga máxima; a coleta seletiva encosta em caco de vidro, tampa metálica e grampo todos os turnos.

Por isso a solução é física, não química. O TEX PRO PLUS, aplicado preventivamente, distribui um gel de alta viscosidade com microfibras de Kevlar/aramida na parede interna do pneu. No ponto de fuga de ar, as fibras são empurradas para dentro do furo e formam um plug ancorado na carcaça, de dentro para fora, vedando em milissegundos. A vedação alcança furos de até 12 mm ou mais na banda de rodagem, e mais de 90% dos furos nesse tipo de operação ficam abaixo desse limite. Como o mecanismo é físico, a capacidade depende da estrutura do pneu: sem carcaça íntegra, não há vedação — a aplicação não é indicada para pneu rasgado, cortado ou arrombado.

Além de impedir a parada, o selante mantém a calibragem por semanas ou meses, enquanto o pneu estiver em serviço e não for desmontado. A carcaça corretamente calibrada por longos períodos aquece menos — chega a rodar até 30 °C mais fria —, o que explica o aumento de 25% a 35% na vida útil do pneu citado pela literatura dos principais fabricantes de pneus. Com pH entre 7,0 e 8,0 e ação anticorrosiva, não agride o aro; é compatível com TPMS e com a recapagem, pois é solúvel em água na hora do serviço.

Para aplicar, o pneu precisa ter sulco mínimo de 5 mm; no TWI (1,6 mm) ou abaixo, o pneu deve ser trocado, não tratado. A dosagem segue a tabela do fabricante conforme o tipo e tamanho do pneu — quanto menor a movimentação, maior a dose; muitos furos ou furo além do ombro pedem dose acima da tabela. O manual técnico TEX detalha o procedimento.

O que muda na operação

Na prática, o turno não para. O compactador que perde pressão por um furo na banda de rodagem continua a coleta; o selante veda automaticamente e o veículo completa a rota, sem esperar guincho. A varredora mecânica que passaria a manhã parada — e entregaria a rua suja para o comércio abrir — termina o percurso de 15 km no horário. O basculante de entulho não deixa a retro ociosa nem atrasa a obra. A redução de paradas age diretamente no SLA de coleta, no custo de resgate, na hora parada do motorista e do equipamento e nos estouros de pneu — o pneu que roda murcho é o que aquece, perde aderência e pode explodir.

A calibragem correta também é combustível: segundo a literatura dos fabricantes de pneus, um pneu corretamente calibrado poupa, em média, 8% de diesel e cerca de 6% de gasolina. No caso de uma frota de coleta urbana, esse ganho aparece por mecanismo: o pneu calibrado deforma menos, aquece menos, roda com menor resistência à rolagem e preserva a carcaça para mais recauchutagens. Não se trata de pneu indestrutível — a proposta é incremento de segurança, prevenção e continuidade operacional.

Especificações técnicas — Perda de calibragem em turno
Produto TEX PRO PLUS (linha herdada do rodoviário)
Capacidade de vedação Furos de até 12 mm ou mais na banda de rodagem, conforme a carcaça
pH 7,0 a 8,0 (neutro)
Faixa térmica -30 °C a +140 °C
Aplicação Única; sem reaplicação e sem validade interna
Sulco mínimo para aplicação 5 mm (TWI: 1,6 mm)
Composição Microfibras de Kevlar/aramida + polímeros; sem colas
Compatibilidade TPMS e recapagem (solúvel em água)

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Perguntas frequentes — Perda de calibragem em turno

Dúvidas reais sobre o termo, respondidas pela equipe técnica TEX (alinhadas ao manual).

O que causa a perda de calibragem em turno nos caminhões compactadores de lixo?

Furos na banda de rodagem, microfuros, porosidade natural da borracha e fissuras de talão vindas de reforma. O compactador opera com carga extrema e stress de pneu extremo; qualquer fuga de pressão que aparecer no turno vira parada de coleta e multa de SLA. O TEX PRO PLUS veda furos de até 12 mm ou mais diretamente na banda, automaticamente.

Como distinguir perda de calibragem por furo de perda por porosidade na varredora mecânica?

Furo costuma derrubar a pressão de uma hora para outra; porosidade e microfissura criam vazamento lento que reaparece toda manhã. Nos dois casos o pneu precisa de vedação interna, não de uma calibrada a mais. O selante bloqueia a porosidade da borracha e veda trincas de talão, devolvendo pneus que não fechavam na montagem.

Por que um pneu que roda murcho por 200 m vira sucata na coleta de entulho?

Porque a deformação excessiva aquece e rompe as lonas da carcaça; o dano é estrutural, não tem reparo de borracharia. No basculante, que trabalha com carga máxima, o risco é maior. Evitar a perda de calibragem em turno é também evitar a troca antecipada e a retro ociosa.

O TEX PRO PLUS evita a perda de calibragem ou apenas repara o furo?

Faz as duas coisas: repara o furo no momento em que ele acontece e previne a perda lenta por porosidade e microfissura. O gel de alta viscosidade com fibras de Kevlar forma plug físico na carcaça e mantém a pressão por semanas ou meses, enquanto o pneu estiver em serviço. Por isso a calibragem ideal fica preservada sem recalibragem sistemática.

Qual a capacidade de vedação do TEX PRO PLUS para caminhões de coleta urbana?

Veda furos de até 12 mm ou mais na banda de rodagem, conforme a estrutura e a qualidade da carcaça. Mais de 90% dos furos em operação de coleta estão abaixo desse limite. Ombro e paredes laterais não são cobertos pela dose padrão; pneu rasgado, cortado ou arrombado não é caso de selante.

Como fica a coleta seletiva com um caminhão que perde pressão no meio do turno?

Com o selante, o caminhão não espera guincho: as fibras vedam em milissegundos e o veículo completa a rota. A borracharia continua responsável pelos danos estruturais; o selante cuida dos furos e da porosidade do dia a dia. A cooperativa deixa de perder pontos de coleta e material por parada.

A aplicação única do TEX PRO PLUS funciona para a frota de varredoras que roda todos os dias?

Sim. A aplicação é única, sem validade interna e sem reaplicação, e dura até o pneu ser desmontado para a reforma. Na varredora, que percorre cerca de 15 km de rua comercial por turno, o selante impede que um caco de vidro ou um grampo derrube a pressão e deixe o trecho sujo na hora de o comércio abrir.

O contrato com borracharia cobre o reparo, mas ainda assim o selante faz sentido no compactador?

Faz. O contrato cobre o reparo na garagem, mas não cobre os setores sem coleta, a hora parada do equipamento e a multa de SLA enquanto o veículo espera. O TEX PRO PLUS veda o furo em movimento e o compactador termina a rota; a borracharia passa a tratar apenas o que é estrutural.

A perda de calibragem em pneu reformado com fissura de talão é resolvida pelo selante?

Sim. O selante veda trincas de talão e bloqueia a porosidade natural da borracha, devolvendo à operação pneus que seriam descartados por vazamento em microfissura. Esse é um dos ganhos menos conhecidos: o reparo é compatível com recapagem e preserva a carcaça para a próxima reforma.

Aplicar TEX PRO PLUS exige algum cuidado com a calibragem depois da uniformização?

Sim. O procedimento do manual recomenda, após a aplicação, calibrar o pneu com 15 PSI acima da pressão ideal, rodar para uniformizar o gel e então ajustar para a pressão de trabalho. Nunca quicar o conjunto roda-pneu no chão depois da uniformização, para o gel não voltar a se acumular.

Qual a dose de TEX PRO PLUS para um caminhão basculante de entulho em operação de carga máxima?

A dosagem segue a tabela de aplicação do manual, conforme o tipo e o tamanho do pneu; quanto menor a movimentação, maior a dose. O basculante trabalha com carga máxima, então vale usar a dose indicada para pneus rodoviários de carga e, em caso de muitos furos ou furo além do ombro, aplicar dose acima da tabela.

A perda de calibragem em turno aumenta o consumo de diesel na frota de coleta?

Sim, e de forma mensurável. Segundo a literatura dos principais fabricantes de pneus, pneu corretamente calibrado poupa em média 8% de diesel e cerca de 6% de gasolina. O mecanismo é o pneu deformar menos, aquecer menos e rolar com menor resistência; o selante mantém a calibragem por longos períodos sem intervenção.

O selante interfere na recapagem do pneu depois de meses em serviço na coleta urbana?

Não. Toda a linha TEX é solúvel em água e altamente lavável; na hora da reforma, o produto sai na lavagem e não agride a carcaça. Como a calibragem correta reduz a temperatura de operação em até 30 °C, o pneu chega à recapagem com a carcaça preservada e aceita mais recauchutagens.

O pneu de uma frota de fiscalização sanitária que passa o dia parando e arrancando perde mais calibragem?

Arrancadas e paradas aumentam a temperatura e a exigência sobre a carcaça, mas a perda de pressão em turno quase sempre vem de furo leve ou porosidade. O TEX PRO PLUS protege a banda e mantém a calibragem, o que também melhora o balanceamento hidrodinâmico. Para frotas de supervisão, cada parada evitada é um acompanhamento que não se perde.

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