10 de agosto de 2026 · Por Jean Hebert

Pneu de máquina de mineração: reduzir risco sem parar

Em resumo

Em mineração, o TEX OTR reduz parada por furo sem criar nova vulnerabilidade: pH 7–8, sem colas, seguro para aro, TPMS e recapagem, com vedação de até 50 mm.

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Operador inspecionando o pneu dianteiro de uma escavadeira de rodas em frente de serviço
Imagem meramente ilustrativa

O risco real na mineração não é o furo isolado, é a parada em cascata

Em operação OTR, o problema do pneu não termina no ponto da perfuração. No comboio de abastecimento que sobe a rampa principal com diesel para a frente de serviço, um único furo pode parar o próprio comboio, depois o fora-de-estrada que aguardava abastecimento, depois o britador e, por fim, a produção inteira em cascata. É por isso que o tema não é “tapar pneu”, mas evitar esvaziamento rápido em máquina crítica. O TEX OTR trabalha como blindagem interna preventiva em pneus pneumáticos, com melhores resultados em tubeless, e veda furos de até 50 mm, sempre conforme a estrutura e a qualidade da carcaça.

Para o panorama completo do segmento, veja o guia completo de blindagem de pneu para otr.

A diferença prática é que a vedação é física e instantânea no ponto de escape, não uma reação química improvisada depois da falha. O gel de alta viscosidade se distribui na parede interna; quando ocorre o furo, partículas sólidas e fibras de aramida entram no canal e o gel funciona como ligante para formar um tampão flexível. Em mineração isso importa porque a janela entre “microfuro” e “pneu rodando murcho” pode ser de minutos, especialmente em rampa, pátio com pedra de sangria ou demolição com vergalhão. Se a carcaça está sadia, o reparo é imediato e definitivo; se o pneu está rasgado, cortado ou sem estrutura, selante não é a ferramenta correta.

Reduzir risco sem adicionar vulnerabilidade exige química neutra e ação não corrosiva

A objeção mais séria do profissional de mina é legítima: resolver um risco sem criar outro dentro do pneu. Aqui o dado decisivo é o pH 7,0 a 8,0. Nessa faixa neutra, o TEX OTR não corrói aro, porque combina neutralidade com inibidores de corrosão e uma proteção anticorrosiva em 4 camadas: pH neutro, inibidores, barreira contra umidade e barreira contra oxigênio. Isso é o oposto do que acontece com compostos ácidos, abaixo de 7, ou excessivamente básicos, acima de 8, que aceleram ferrugem e ataque a componentes internos.

Na rotina de mina, isso responde à dúvida do Chefe de Lubrificação que precisa justificar o tratamento diante do fabricante do pneu ou da equipe de reforma. O TEX OTR não usa colas, adesivos nem vulcanizantes; a ação é meramente física, o que preserva borracha, componentes internos, TPMS, rodas e recapagem. Como toda a linha é biodegradável, lavável e solúvel em água na hora do serviço, o composto sai na lavagem quando o pneu vai para reforma, sem inviabilizar a carcaça. Em vez de criar vulnerabilidade química nova, o tratamento acrescenta proteção interna contra infiltração e perda de pressão em serviço. Para visão geral das aplicações, vale consultar também automóveis e o guia o que é blindagem de pneu.

Em máquina crítica, a perda de calibragem costuma doer mais que o furo visível

Sem selante, a calibragem ideal dura em torno de 10 a 15 dias, conforme recomendação dos fabricantes de pneus, e manter esse ciclo em frota OTR inteira é caro e operacionalmente difícil. Em mina subterrânea, por exemplo, o LHD que perde pressão por microfuro ou porosidade não chama atenção de imediato como um corte aberto, mas já altera dirigibilidade, aquece a carcaça e pode bloquear galeria quando precisa de intervenção. Com o selante, a pressão se mantém por semanas ou meses enquanto o pneu estiver em serviço e sem desmontagem, o que reduz a rotina de recalibragem corretiva em equipamentos críticos.

Esse ganho mexe em KPI real: hora parada do equipamento, hora parada do operador e socorro em campo. O caso do LHD é emblemático porque, quando não há borracheiro OTR no subsolo, o técnico precisa descer centenas de metros só para atender um pneu. Além de bloquear a galeria, a operação perde turno produtivo. Mantendo a pressão por longos períodos, a carcaça trabalha mais fria; o manual aponta que um pneu corretamente calibrado por longos períodos pode rodar até 30 °C mais frio. Em mineração, menos calor significa menos degradação interna, mais estabilidade de operação e melhor preservação para reforma futura.

Aplicação correta é parte da segurança: dose, uniformização e limite de uso

Em OTR, não basta “colocar selante”. O resultado depende da dose correta e da uniformização correta. O manual é claro: a dosagem varia com tipo e tamanho do pneu, e menor movimentação exige dose maior, como acontece em tratores e outras máquinas de baixa rolagem. Em operações com muitos furos ou perfuração acima do nivelamento padrão, a dose pode precisar correção acima da tabela. O estudo de campo em fazenda de dendê mostrou justamente isso: quando o espinho perfurava acima do nível, a solução técnica foi ajustar o nivelamento, não trocar de composto.

O procedimento também não é detalhe: após aplicar, deve-se calibrar o pneu com 15 PSI acima da pressão ideal, rodar para uniformizar e só então ajustar para a pressão de trabalho. Os instrumentos corretos são saca-válvula, bomba ou seringa, bag de auto aplicação, jarro graduado, manômetro e trena. E há um erro comum que precisa ser evitado: nunca quicar o conjunto roda-pneu no chão depois da uniformização, porque o gel volta a se acumular. Outro filtro essencial é o estado do pneu: aplicar apenas com sulco mínimo de 5 mm; no TWI de 1,6 mm ou abaixo, a orientação é trocar, não tratar. Veja definições técnicas em o verbete TPMS e recapagem.

OTR crítico pede desempenho térmico e mecânico, não promessa absoluta

O ambiente de mineração soma pedra afiada, carga alta, baixa velocidade com esforço, pátio abrasivo e calor. Nessa combinação, o composto precisa manter comportamento estável em faixa ampla de temperatura, de -30 °C a +140 °C, sem perder a capacidade de circular internamente até o ponto de escape. A gravidade específica de 1,08 e a alta viscosidade medida por ASTM D2196/D445 ajudam a explicar por que o TEX OTR é adequado a pneus OTR e não um líquido leve de aplicação genérica. O composto atua ainda como dissipador e condutor de calor, ajudando o pneu a rodar mais frio.

Capacidade de vedação por produto

Produto TEXCapacidade de vedação no segmento
TEX OTR50 mm ou mais

Fonte: registro técnico TEX (especificação de fábrica). A capacidade se aplica à banda de rodagem, em pneu íntegro.

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Perguntas frequentes — OTR e Máquinas de Movimentação

Dúvidas e objeções reais, respondidas pela equipe técnica TEX (alinhadas ao manual).

No comboio de abastecimento que sobe a rampa principal da mina com diesel para a frente de serviço, em turno contínuo, com pneu OTR tubeless calibrado só com ar, o TEX OTR ajuda mesmo quando o furo acontece sobre pedras de sangria e a parada derruba outras máquinas por falta de combustível?

Sim, porque a dor central nessa operação é a parada em cascata: o comboio fura, não chega ao ponto, e os equipamentos dependentes param por falta de abastecimento. O TEX OTR atua preventivamente por dentro do pneu e veda furos de até 50 mm na banda de rodagem, desde que a carcaça esteja íntegra. O ganho vem por mecanismo: menos downtime do comboio, menos interrupção de abastecimento e melhor disponibilidade da frente de serviço.

Em pá carregadeira de grande porte, de grande porte ou de grande porte, rodando em pedreira com rampa, poeira extrema e alimentação de britador por turno, o selante cria risco de contaminação interna do pneu ou piora o calor?

Não. Em pneu pressurizado tubeless, a poeira externa não entra no interior em condição normal de serviço, e o TEX OTR permanece distribuído internamente. Além disso, o composto trabalha em faixa de -30 °C a +140 °C e seus componentes atuam como dissipadores e condutores de calor, ajudando o conjunto a rodar mais frio quando a calibragem se mantém estável.

Num LHD de mineração subterrânea, sem borracheiro OTR disponível no subsolo, operando em galeria distante do socorro, com pneu tubeless em serviço contínuo, o TEX OTR reduz a necessidade de bloquear galeria por microfuro?

Esse é um dos cenários em que o mecanismo do produto aparece com clareza. Ao vedar o ponto de escape na banda de rodagem e manter a pressão por semanas ou meses enquanto o pneu segue em serviço, o TEX OTR reduz chamadas corretivas por perda de pressão. O KPI melhorado é a hora parada da máquina e da galeria, além do socorro em campo subterrâneo.

Em caminhão caçamba de mineração que carrega minério em pátio de rocha partida, com eixo tracionado recebendo a maior carga, o TEX OTR evita que um furo faça o caminhão rodar vazio até destruir os pneus do conjunto?

Ele reduz fortemente esse risco ao evitar o esvaziamento rápido causado por perfurações na banda de rodagem, onde ocorrem mais de 90% dos furos. A vedação é de até 50 mm, sempre dependente da estrutura da carcaça. O ganho operacional é impedir que um pneu murcho transfira carga excessiva aos demais e amplifique o dano no conjunto.

Para o Chefe de Lubrificação que precisa prestar contas ao fabricante do pneu em frota OTR de mina, o TEX OTR anula garantia ou cria vulnerabilidade química em borracha, aro e sensores?

O dossiê técnico do produto sustenta o contrário: pH 7,0 a 8,0, sem colas, sem adesivos e sem vulcanizantes. Isso significa compatibilidade com aro, borracha, TPMS e recapagem, além de proteção anticorrosiva em 4 camadas. A TEX mantém documentação técnica, laudos e certificados para apresentação em processos internos, auditorias e tratativas com fornecedores.

Em operação OTR com máquina crítica parada por furo na última hora do turno, quando a meta de toneladas depende daquela carga final, o TEX OTR resolve como preventivo ou exige reparo posterior como um spray emergencial?

A categoria é diferente de um emergencial aplicado depois da falha. O TEX OTR é preventivo, instalado antes do furo, cobrindo internamente a parede do pneu com gel de alta viscosidade; quando a perfuração ocorre, o tamponamento é imediato. Se a carcaça não foi comprometida, o reparo é definitivo sem necessidade de intervenção posterior no furo.

Em frota OTR de mina que já sofre com recalibragem frequente e aquecimento de carcaça, o TEX OTR melhora só furo ou também estabiliza pressão em pneus de serviço pesado?

Também estabiliza pressão. Sem selante, a recalibragem recomendada pelos fabricantes de pneus costuma girar em 10 a 15 dias; com o produto, a pressão tende a se manter por semanas ou meses enquanto o pneu permanece em serviço e sem desmontagem. Esse efeito reduz aquecimento e pode levar a rodagem até 30 °C mais fria em carcaças calibradas por longos períodos.

Se a máquina OTR trabalha em terreno abrasivo com furos repetidos ou perfuração acima do nivelamento padrão do gel, o que muda na aplicação do TEX OTR?

Muda a dosagem, não o princípio do produto. O manual prevê dose acima da tabela quando há muitos furos ou furo além do ombro, e há procedimento de ajuste de nivelamento replicável na frota. Em vez de tratar o problema como falha do composto, corrige-se tecnicamente o volume e o nivelamento para aquele perfil real de operação.

Em pneus OTR próximos do fim de vida, recapados ou com pouco sulco, dá para aplicar o TEX OTR para ganhar mais um turno em máquina crítica de mineração?

Não é a recomendação correta. O manual exige sulco mínimo de 5 mm para aplicação e orienta troca no TWI de 1,6 mm ou abaixo; também não se deve aplicar em pneu careca, defeituoso, desbalanceado ou com defeito de aro, freio, suspensão ou alinhamento. O produto preserva carcaça boa; não substitui manutenção estrutural.

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