10 de agosto de 2026 · Por Jean Hebert

TEX OTR na mineração subterrânea sem romper contrato local

Em resumo

Na mineração subterrânea, TEX OTR entra pelo fornecedor atual, com aplicação única na montagem e vedação de furos de até 50 mm sem bloquear a galeria.

otrmineraçãopneusselante preventivo
Pneu OTR fotorrealista em veículo de mineração com alta tração e robustez em terreno irregular
Imagem meramente ilustrativa

O ponto central: não é trocar fornecedor, é ampliar o escopo do mesmo contrato

Na mina subterrânea, a objeção real não é técnica; é contratual. O gestor já tem fornecedor local de pneus OTR, e não quer criar um segundo fluxo de compra para resolver um problema que nasce no uso: o LHD ou scoptram fura no subsolo, o técnico precisa descer cerca de 300 metros de galeria para trocar um único pneu, e a via fica bloqueada durante todo o chamado. Nessa operação, TEX OTR não exige ruptura de cadeia de suprimentos. Ele entra como serviço agregado do fornecedor atual: aplicação única, feita na montagem, com o mesmo pneu e a mesma rotina de entrega.

Para o panorama completo do segmento, veja o guia completo de blindagem de pneu para otr.

Tecnicamente, isso funciona porque o TEX OTR é um gel de alta viscosidade com fibras de aramida e polímeros que fica distribuído na parede interna do pneu. Quando ocorre perfuração na banda de rodagem, o composto forma um tampão físico de dentro para fora e veda furos de até 50 mm, desde que a carcaça esteja estruturalmente sadia. Isso é decisivo no subterrâneo: sem borracheiro OTR underground, cada parada evitada preserva a disponibilidade do equipamento e elimina o bloqueio de galeria que interrompe o turno. Para entender o contexto de aplicação em outras operações de frota pesada, vale navegar também por automóveis e pelo conceito em o que é blindagem de pneu.

Por que o fornecedor local não perde espaço — e pode ganhar serviço?

O receio do fornecedor de pneus costuma ser simples: “se entrar selante, vou perder a montagem, o reparo ou o controle técnico do cliente”. Na prática, ocorre o oposto quando a implantação é correta. O manual da TEX prevê ferramental comum de aplicação — saca-válvula, bomba ou seringa, jarro graduado, manômetro e bag de auto aplicação — e o procedimento fecha com calibragem 15 PSI acima da pressão ideal, rodagem para uniformizar e ajuste final para a pressão de trabalho. Isso permite que o próprio parceiro local incorpore o serviço sem mudar sua estrutura básica.

No caso do contrato subterrâneo, a proposta mais segura é treinamento objetivo de 1 hora, online ou presencial, para os técnicos do fornecedor. Ele continua sendo o ponto de montagem, passa a entregar o pneu já tratado e ainda amplia a margem de serviço porque o cliente compra continuidade operacional, não apenas borracha. Para a mina, o ganho é direto no KPI de hora parada do equipamento e do operador; para o fornecedor, o ganho é retenção do contrato com serviço técnico mais completo. Como o TEX OTR é compatível com pneus com e sem câmara, embora tenha melhor resultado em tubeless, o parceiro local não precisa reinventar o processo, apenas padronizar a aplicação conforme /manual/.

No subterrâneo, o valor está no turno concluído sem bloquear a galeria

Em mineração subterrânea, o dano do furo não é só o pneu vazio. O problema operacional é que o LHD parado em galeria estreita vira ponto de bloqueio, e o chamado de campo mobiliza gente e tempo que a produção não tem. O corpus deste segmento é explícito: quando o técnico precisa descer 300 metros para trocar um pneu, além do custo do chamado, a galeria permanece bloqueada por horas. TEX OTR atua exatamente antes dessa cadeia acontecer, porque é preventivo e repara imediatamente perfurações dentro do limite físico do pneu, sem esperar que o conjunto rode murcho até destruir carcaça, aro ou flanco.

Esse “imediato” precisa ser dito com precisão de fabricante: o reparo é definitivo enquanto a estrutura do pneu não estiver comprometida. Não é cola, não é ação química e não torna o pneu indestrutível; é um plug físico ancorado na própria carcaça. Por isso a capacidade deve ser tratada sempre como teto — veda furos de até 50 mm — porque o resultado real depende de dureza da borracha, número de lonas e qualidade da construção, que variam até entre pneus da mesma medida comercial. Em mina subterrânea, essa honestidade técnica importa mais do que promessa exagerada, porque o que decide é confiabilidade repetível de turno.

Aceitar TEX OTR também protege calibragem, calor e reforma da carcaça

No subterrâneo, a perfuração é só uma parte do problema. A outra é a perda gradual de pressão que passa despercebida no turno e faz o pneu trabalhar quente demais. Sem selante, a calibragem ideal costuma durar cerca de 10 a 15 dias, intervalo recomendado pelos fabricantes de pneus; manter esse ciclo em frota OTR inteira é caro e operacionalmente difícil. Com TEX OTR, a pressão se mantém por semanas ou meses enquanto o pneu estiver em serviço e não for desmontado, o que reduz aquecimento da carcaça e ajuda o pneu a rodar até 30 °C mais frio quando calibrado corretamente por longos períodos.

Esse ponto interessa tanto à mina quanto ao fornecedor local porque preserva a reformabilidade. O composto é pH neutro, entre 7,0 e 8,0, tem proteção anticorrosiva em quatro camadas e não corrói aro de aço nem de liga leve. Além disso, é altamente lavável e solúvel em água na hora da recapagem, sem colas nem adesivos, o que mantém a carcaça apta à reforma. Em um contrato bem conduzido, o fornecedor não entrega apenas “pneu com selante”; ele entrega menos microvazamento, menos descarte por porosidade e menos perda de carcaça boa por trinca de talão ou infiltração pós-reforma, temas detalhados em recapagem.

Capacidade de vedação por produto

Produto TEXCapacidade de vedação no segmento
TEX OTR50 mm ou mais

Fonte: registro técnico TEX (especificação de fábrica). A capacidade se aplica à banda de rodagem, em pneu íntegro.

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Perguntas frequentes — OTR e Máquinas de Movimentação

Dúvidas e objeções reais, respondidas pela equipe técnica TEX (alinhadas ao manual).

Em um LHD de mineração subterrânea operando turno contínuo, sem borracheiro OTR no subsolo e com o técnico precisando descer 300 metros de galeria quando há furo, aceitar TEX OTR rompe o contrato com o fornecedor local de pneus?

Não. O caminho mais simples é manter o mesmo fornecedor e incluir TEX OTR como especificação de montagem do pneu, sem criar nova cadeia de compras. Para a mina, isso reduz hora parada do equipamento, do operador e bloqueio de galeria; para o fornecedor, vira serviço agregado com mais valor técnico.

No scoptram ou LHD que roda em galeria estreita, com pneu OTR pneumático e operação distante do socorro, o TEX OTR resolve qualquer dano que pare a produção?

Não qualquer dano. TEX OTR veda furos de até 50 mm na banda de rodagem, desde que a carcaça esteja sadia; pneu rasgado, cortado, arrombado ou sem estrutura não é caso de selante. O ganho está em evitar a parada por perfuração típica de uso, não em prometer invulnerabilidade.

Se o fornecedor local nunca aplicou selante em pneus OTR de LHD subterrâneo, com operação 24/7 e contrato rígido de manutenção, a implantação exige treinar toda a mina?

Não. O treinamento pode ficar concentrado no fornecedor que já monta e atende os pneus, em sessão objetiva de cerca de 1 hora, online ou presencial. A equipe da mina segue operando igual; quem precisa dominar o procedimento é o técnico que aplica, calibra 15 PSI acima, uniformiza e ajusta a pressão final.

Num LHD com pneus tubeless trabalhando no subterrâneo úmido e abrasivo, por que TEX OTR é mais adequado do que confiar apenas em troca após o furo?

Porque o composto age preventivamente na parede interna e fecha o escape no momento da perfuração, sem esperar a máquina parar murcho no meio da galeria. Em pneus sem câmara os resultados tendem a ser melhores, e isso melhora a disponibilidade do equipamento em operação contínua onde o socorro é lento e caro.

Em mina subterrânea onde o pneu perde pressão ao longo das semanas e a recalibragem veículo a veículo é difícil, o que TEX OTR muda no KPI operacional do LHD?

Além da prevenção de furos, ele ajuda a manter a calibragem por semanas ou meses enquanto o pneu estiver em serviço e não for desmontado. Isso reduz o KPI de recalibragem sistemática da frota e combate aquecimento por subcalibragem, mecanismo ligado à perda prematura de carcaça.

Se o fornecedor de pneus teme problema em aro, sensor ou reforma futura dos pneus OTR do subterrâneo, há base técnica para aceitar TEX OTR com segurança?

Sim. O produto tem pH neutro de 7,0 a 8,0, contém anti-corrosivos, não corrói o aro, é seguro para TPMS e não usa colas nem adesivos. Na reforma, é solúvel em água e lavável, preservando a carcaça apta à recapagem quando o pneu segue estruturalmente íntegro.

Num LHD que sofre perfuração repetitiva na banda de rodagem, em mina subterrânea sem acesso rápido a resgate, o fornecedor local precisa reaplicar TEX OTR a cada manutenção?

Não. A aplicação é única e dura toda a vida útil do pneu até a desmontagem para reforma. Isso é importante para contrato de manutenção, porque não cria rotina recorrente de reaplicação nem calendário adicional além do serviço normal do pneu.

Se a mina subterrânea usa pneus recapados no LHD e teme perder carcaça por reparo inadequado, como TEX OTR interfere no número de reformas possíveis?

O ganho vem por mecanismo, não por promessa numérica. Como o selante preserva a carcaça e não a agride com cola, ele ajuda a manter o pneu apto à reforma e evita perdas por microfissura, porosidade e alguns reparos que poderiam comprometer a próxima recapagem.

Em operação subterrânea com calor, umidade e pouca janela para manutenção, TEX OTR ajuda apenas no furo ou também no comportamento térmico do pneu OTR do LHD?

Ajuda nos dois pontos. Os componentes atuam como dissipadores e condutores de calor, e a carcaça calibrada corretamente por longos períodos pode rodar até 30 °C mais fria. Em mina subterrânea, isso reduz o risco operacional associado a pneu trabalhando descalibrado ou perdendo ar sem ser percebido no turno.

Para compras e manutenção de uma mina subterrânea com fornecedor local já homologado, qual é a justificativa de ROI para aceitar TEX OTR sem inventar economia em reais?

A justificativa correta é operacional: menos chamados ao subsolo, menos galeria bloqueada, menos hora parada do equipamento e do operador, menos socorro em campo e menos reparos não programados. Em média, o tratamento representa entre 10% e 15% do custo de um pneu novo, proporção que faz sentido quando cada parada evitada preserva produção e cumprimento do turno.

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