28 de agosto de 2026 · Por Jean Hebert

Selante para máquina de mineração: o preço de não parar

Em resumo

TEX OTR veda furos de até 50 mm ou mais em pneus de mineração, com aplicação única e pH neutro. O tratamento representa 10–15% do custo de um pneu novo.

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Imagem meramente ilustrativa

O furo na mineração nunca é um pneu furado; é uma operação parada

Uma pá carregadeira de grande porte para na face da rocha porque o pneu encontrou um fragmento de minério. O técnico não simplesmente troca: precisa de macaco hidráulico de 100 toneladas, deslocamento até o equipamento e horas de galeria bloqueada. Se for uma motoniveladora em estrada de acesso de mina, ela é a única que reabre a via interditada; no período de chuvas, um buraco de 30 cm surge em 6 horas e cinco caminhões de 190 toneladas danificam os próprios pneus no mesmo trecho. É isso que TEX OTR ataca no setor de mineração: furos de até 50 mm ou mais na banda de rodagem são vedados automaticamente quando a carcaça tem estrutura sadia. Não é promessa de pneu indestrutível — é blindagem preventiva que mantém a máquina em serviço enquanto a estrutura aguentar. Em uma mina, a alternativa ao selante é parar a produção para trocar o pneu.

Para o panorama completo do segmento, veja o guia completo de blindagem de pneu para otr.

O preço que se paga hoje: hora parada, resgate, fila no britador

Quando um caminhão caçamba de minério para no britador, a fila inteira represa e a produção de pedra britada para junto. O pneu murchando com 30 toneladas de minério faz o peso se deslocar para os outros três pneus, até dobrar o aro do quarto. Some-se o cenário subterrâneo: LHD parado em túnel escuro e úmido exige que um técnico de pneu desça centenas de metros, bloqueie a galeria e faça um chamado que não cabe no espaço restrito. O custo do tratamento com TEX OTR fica, em média, entre 10% e 15% do custo de um pneu novo, e a aplicação é única, sem reaplicação. O retorno não está no preço do selante; está nas horas de produção que deixam de ser perdidas, no socorro que não sai, na fila do britador que não para. É a troca direta entre o custo de uma parada e a dose preventiva que elimina a causa.

O termo, na página que responde por ele: blindagem de pneu OTR.

Por que o preventivo TEX OTR vence onde o spray emergencial perde?

O spray emergencial se aplica depois do furo, com o pneu já deflacionado; o operador precisa girar a roda por 5 a 10 minutos para ativar o produto, que muitas vezes não atinge o furo porque precisa ‘atirar’ no ponto exato. O TEX OTR é preventivo: aplicado uma única vez quando o pneu é novo ou remontado, cobre 100% da parede interna durante toda a vida útil. O gel de alta viscosidade carrega fibras de aramida que, junto com polímeros, formam um tampão físico flexível e permanente — sem colas, sem adesivos. A ação é física, não química, por isso depende da estrutura do pneu OTR; mas quando a carcaça é sadia, a vedação é imediata e definitiva. O produto tem pH entre 7 e 8, não corrói aro de aço ou liga leve e opera de -30°C a +140°C, margem para qualquer galeria de mina. Não há reaplicação: a dose dura até o pneu ser desmontado para reforma.

O ‘até 50 mm’ não é ressalva comercial; é a física da vedação

O selante não age por química; ele veda por ancoragem física. Partículas e fibras entram no furo e o gel as liga de dentro para fora, apoiadas na estrutura da borracha. Portanto, o limite do TEX OTR é de até 50 mm ou mais — o alcance real depende da dureza Shore da borracha, do número de lonas e da qualidade da carcaça, que variam até entre pneus da mesma medida comercial. Não havendo estrutura, não há vedação. Por isso, pneu rasgado, cortado ou arrombado não é caso de selante; furos no ombro e no flanco não são cobertos pela dose padrão. A aplicação exige sulco mínimo de 5 mm; no TWI (1,6 mm) ou abaixo, não se aplica. É também por isso que o mesmo produto pode vedar 6 mm em um pneu e 40 mm ou mais em um pneu OTR de alta qualidade: a capacidade máxima é do conjunto produto-carcaça.

O que melhora na operação além do furo: calibragem, temperatura, reforma

O TEX OTR não é só tapa-furo. Ao permanecer dentro do pneu, o gel mantém a pressão por semanas ou meses enquanto o pneu estiver em serviço; sem selante, o ciclo de recalibragem recomendado é de 10 a 15 dias. Carcaça corretamente calibrada aquece menos — chega a rodar até 30°C mais fria — e os componentes atuam como dissipadores e condutores de calor. Há ainda o balanceamento hidrodinâmico: o gel preenche microdeformações da rolagem, de forma semelhante a esferas de balanceamento, sem desbalancear a roda. Para a reforma, o selante preserva a carcaça apta à recapagem e é solúvel em água na hora do serviço; a vulcanização, em alguns casos, inutiliza a carcaça para a próxima reforma. Os KPIs que melhoram são hora parada por furo, custo por reparo, chamados de socorro, pneus perdidos por microfissura de talão e número de recauchutagens obtidas. Pneus tratados desde a primeira vida podem até eliminar o risco de estouro, conforme capacidade e qualidade do pneu.

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Perguntas frequentes — OTR e Máquinas de Movimentação

Dúvidas e objeções reais, respondidas pela equipe técnica TEX (alinhadas ao manual).

Pá carregadeira de grande porte trabalha direto na face da rocha: o TEX OTR aguenta impacto constante sem perder a vedação?

Sim, porque é aplicado como preventivo em pneu novo ou remontado e cobre 100% da parede interna. O gel de alta viscosidade com fibras de aramida sela furos de até 50 mm ou mais na banda de rodagem, conforme a carcaça; o impacto de rocha passa a ser vedado na hora, sem exigir giro da roda. O que não resolve é pneu rasgado ou arrombado — sem estrutura não há vedação.

Se um LHD furar a 300 m de profundidade, o selante deixa a máquina voltar sozinha até a superfície?

Sim, para furo na banda de rodagem com carcaça sadia: a vedação é imediata e o equipamento completa o trajeto até a superfície em vez de parar no túnel. Sem o selante, o técnico precisa descer na galeria, o que bloqueia a operação e cria risco de segurança. A dose única é colocada antes da entrada na mina e dura toda a vida útil do pneu.

Motoniveladora alugada: o contrato não permite aplicar selante. Como convencer a locadora?

O argumento é o mesmo que convence em licitação: pneu tratado aumenta a disponibilidade, reduz custo de manutenção e pode ser oferecido pela locadora como serviço premium, com incremento no valor do aluguel. O cliente aprova porque uma parada por furo custa mais do que o tratamento. A TEX OTR é aplicada uma única vez, sem alterar a operação da máquina.

Caminhão caçamba parado no britador com furo de calcário: o TEX OTR resolve a fila?

Resolve o furo, e com isso resolve a fila. O selante preventivo sela o furo na banda de rodagem enquanto o pneu roda, evitando que 30 toneladas de minério se apoiem sobre o pneu murcho e danifiquem o conjunto. O custo do tratamento é uma fração do valor do pneu novo, mas o retorno está na produção de pedra britada que não para. Aplicação única, sem reaplicação.

ADT em lama argilosa: o selante evita o atolamento por pneu murcho e o destalonamento?

Ajuda diretamente: ao manter a calibragem por longos períodos, o pneu mantém a pressão ideal para o terreno irregular e reduz o risco de destalonar. O gel também atua no balanceamento hidrodinâmico, suavizando as microdeformações da rolagem no barro. Isso evita o ciclo de atolar e precisar de outra máquina gigante para resgate.

Em galeria com temperatura de 50°C, o selante não derrete ou perde viscosidade?

Não. O TEX OTR opera na faixa de -30°C a +140°C, com folga sobre a temperatura real de uma galeria quente. Os componentes atuam como dissipadores e condutores de calor, e a carcaça calibrada corretamente aquece menos — chega a rodar até 30°C mais fria. O gel mantém a viscosidade e continua vedando durante toda a vida útil.

O selante corrói o aro das máquinas de mineração no ambiente úmido do túnel?

Não. O TEX OTR tem pH entre 7 e 8, neutro, e contém anti-corrosivos; além de não corroer, protege o aço em quatro camadas: pH neutro, inibidores, barreira contra umidade e barreira contra oxigênio. Num ambiente de galeria úmido e corrosivo, essa proteção é um benefício extra além da vedação.

Pneu OTR com 30% de sulco ainda pode receber selante?

Pode, desde que o sulco tenha pelo menos 5 mm e a carcaça esteja íntegra. Se o pneu estiver no TWI (1,6 mm) ou abaixo, deve ser trocado, não tratado. O selante é aplicado em pneus novos ou remontados; em pneu careca ou com defeito estrutural, a dose não faz milagre.

O selante atrapalha o balanceamento e causa vibração na máquina?

Não desbalanceia: o gel faz balanceamento hidrodinâmico, preenchendo microdeformações na rolagem de forma semelhante a esferas de balanceamento. Ele não corrige defeito mecânico como aro empenado ou suspensão com problema, mas também não cria vibração nova. Depois de aplicar, basta rodar para uniformizar e ajustar a pressão.

Vale instalar o selante num pneu que já vaza por porosidade ou trinca de talão?

Vale: o TEX OTR recupera microfuros, bloqueia a porosidade natural da borracha e veda trincas de talão, devolvendo à operação pneus que seriam descartados por vazamento na montagem. Isso só se aplica quando a estrutura não foi comprometida; corte, rasgo ou arrombamento não são casos de selante. O pneu tratado segue apto à reforma.

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